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Felipe Moura Brasil

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Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Dilma triplicou a meta de quebrar o Brasil

Petista cobra da população o rombo bilionário deixado pela campanha mais suja da história

Por Felipe Moura Brasil 31 ago 2015, 21h56 • Atualizado em 31 jul 2020, 00h35
  • Dilma Rousseff mentia em campanha dizendo que FHC quebrou o Brasil três vezes. Para superá-lo, Dilma quebrou o Brasil de uma só vez.

    A previsão de rombo de R$ 30,5 bilhões nas contas públicas em 2016 mostra que o governo que diz procurar a austeridade fiscal (o rigor teórico no controle de gastos) não a encontra nem em seus 39 ministérios, o que ainda pode levar as agências de classificação de risco a cortar o grau de investimento no país.

    A previsão de arrecadação é de 1,18 trilhão de reais com os nossos impostos, mas as despesas devem chegar a 1,21 trilhão de reais, de modo que o déficit orçamentário decorre justamente da recusa do governo em cortar gastos – não da queda de receita.

    Que importa?

    Embora o vice-presidente Michel Temer tenha defendido diante de uma plateia de empresários o corte de gastos do governo, Dilma insiste em cobrar dos brasileiros a conta, por meio de uma reforma tributária “ampla e estruturante”.

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    Segundo a Folha, “haverá revisão da desoneração de PIS/Cofins para computadores, tablets e smarphones, mudança no IOF sobre operações de crédito do BNDES, revisão da tributação de bebidas quentes (como vinhos e destilados) e revisão do Imposto de Renda sobre direitos de imagem” – mudanças que devem render R$ 11,2 bilhões aos cofres públicos.

    Outros R$ 10 bilhões virão da concessões de portos, aeroportos e rodovias; e mais R$ 27,3 bilhões em operações com ativos. Até a CPMF, da qual Dilma supostamente desistiu após a repercussão negativa da ideia, ainda poderá voltar sorrateiramente.

    Tudo para cobrir as pedaladas fiscais e os contingenciamentos da campanha mais suja de todos os tempos, quando a petista atrasou repasses obrigatórios a bancos públicos e privados para fingir que tinha mais dinheiro em caixa do que realmente tinha.

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    O governo “fez qualquer coisa para vencer as eleições”, disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).

    “É uma irresponsabilidade fiscal que foi praticada com fins eleitorais e que hoje produz uma situação grave do ponto de vista do desequilíbrio nas contas públicas”, disse o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE).

    “Hoje estamos assistindo ao definitivo atestado de incompetência desse governo que, ao gastar de forma perdulária e irresponsável para vencer as eleições, não consegue fazer o que é essencial”, disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG). “O Brasil está hoje em recessão técnica, com dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. Já anunciávamos e alertávamos para esse risco durante o processo eleitoral, mas a resposta do governo foi um desdém absoluto em relação a essa questão. Não tomaram as providências que deveriam ter sido tomadas para minimizar, pelo menos para uma parcela da população, os efeitos gravíssimos que hoje ela sofre. Lamentavelmente, temos que afirmar que o Brasil não tem mais governo”, concluiu o tucano.

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    “Dilma quebrou o país”, resumiu o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

    Agora, há mais 30,5 bilhões de motivos para tirá-la do poder.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=oNiN2hNyg6E?feature=oembed&w=500&h=375%5D

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    Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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