‘Treze Vidas’ destrincha resgate quase impossível em caverna na Tailândia
Filme do Prime Video faz um belíssimo trabalho ao retratar o caso que parou o mundo em 2018
Durante a Copa do Mundo de 2018, enquanto o Brasil perdia de 2 a 1 para a Bélgica, nas quartas de final, um corajoso grupo de mergulhadores definia os últimos detalhes para uma missão praticamente impossível. No dia seguinte, no domingo 7 de julho, eles entraram na caverna da montanha Tham Luang, na Tailândia, onde doze garotos e o treinador do time infantil local, chamado Javalis Selvagens, estavam presos há duas semanas. O trajeto de mais de seis horas de duração era sinuoso, com passagens estreitas, e boa parte estava completamente alagado. Dias antes, um jovem mergulhador profissional da marinha tailandesa havia morrido no percurso, provando a imensa dificuldade da missão. Logo, as autoridades já previam baixas no delicado resgate para tirar os treze jovens dali.
O caso que tomou os noticiários do mundo na época acaba de ganhar um retrato fiel no filme Treze Vidas – O Resgate, que chegou à plataforma de streaming Prime Video, da Amazon, na sexta-feira, 5. Dirigido por Ron Howard, com Colin Farrell, Viggo Mortensen, Joel Edgerton e Tom Bateman no elenco, a produção não apela para clichês ou sentimentalismo barato, nem inventa maiores dramas para a história: a vida real, aqui, já era complexa e emotiva o suficiente.
Antes do resgate, que durou três dias e foi feito a partir de decisões controversas – a principal delas, dopar os meninos durante a travessia –, o filme pincela detalhes da vida dos garotos e de suas famílias. Entre eles, alguns apátridas, ou seja, refugiados vizinhos sem cidadania tailandesa. Uma das mães chega a questionar se seu filho, que não é cidadão do país, será resgatado como os demais. Intrigas políticas e um inusitado grupo de civis mergulhadores estrangeiros completam o cenário. Mesmo sabendo o fim da história, o drama envolve enquanto mostra o poder da união de forças variadas com um mesmo propósito. No total, foram mais de 5.000 voluntários de dezessete países que passaram um mês voltados para a missão. Desde engenheiros aliados à população local para desviar e escoar a água da chuva que entrava na caverna, até militares de diferentes nações, prontos a oferecer ajuda. Uma prova de que, quando para de brigar entre si, a humanidade é capaz de ações admiráveis.
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