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Black das Blacks: VEJA com preço absurdo
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Do cinema ao streaming, um blog com estreias, notícias e dicas de filmes que valem o ingresso – e alertas sobre os que não valem nem uma pipoca

George Clooney a VEJA: ‘Eu simplesmente envelheço’

No filme Jay Kelly, ele vive um ator mundialmente famoso em crise existencial — trama que evoca a realidade vivida pelo astro e seus colegas de elenco

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 21 nov 2025, 12h41 - Publicado em 21 nov 2025, 06h00

Existem poucos indivíduos no mundo que, de tão famosos, se tornam reconhecíveis em qualquer canto do planeta. Esse é o caso, tanto na ficção quanto na vida real, do protagonista do filme Jay Kelly (Estados Unidos/Reino Unido/Itália, 2025), já em cartaz nos cinemas e que chega à Netflix em 5 de dezembro. Jay Kelly é uma estrela de Hollywood há décadas — assim como seu intérprete, George Clooney. Logo, compartilham similaridades: em público causam alvoroço, estão sempre cercados por seguranças, assessores e figurinistas, entre outros profissionais que formam uma comitiva em seu encalço, e escutam tantos elogios que se esforçam para manter o ego no lugar. Nesse último quesito, ao menos, Clooney é melhor que seu personagem. “A sabedoria de George traz humanidade e nobreza para Jay Kelly, o que é lindo de assistir”, pontuou a colega de elenco Laura Dern a VEJA.

Quando começou a pensar no roteiro, uma trama que contrapõe o sucesso no trabalho a relações familiares e pessoais, o diretor Noah Baumbach tinha fragmentos de ideias em mente. Uma delas era uma cena na qual uma celebridade pega um trem com pessoas comuns — momento cômico que evidencia o abismo que a separa dos meros mortais. Para deixar a cena crível, era necessário um ator que exemplificasse o frisson absurdo de tal situação. Baumbach e a roteirista Emily Mortimer, então, desenharam Jay Kelly com Clooney em mente. Ainda bem, o astro topou: sem ele, o filme seria engavetado. “São raros os bons roteiros por aí. Tive sorte de ser escolhido para esse”, disse um humilde Clooney a VEJA (leia a entrevista abaixo).

Apesar de não ser uma cinebiografia, o filme evoca de forma satírica e emotiva muito da trajetória de Clooney e da rotina do elenco estrelado — além de Laura, Adam Sandler faz o coadjuvante de luxo, em uma chave meio cômica, meio dramática. “Quando George entrava em cena, eu pensava: ‘Que bom, vou ser entretido’ ”, brinca Sandler, que interpreta o empresário de Jay Kelly — Laura assume o papel de relações-públicas na equipe. Em um mundo no qual se é sempre o centro das atenções, Kelly tem atitudes infantis, como a codependência e a necessidade de ser ouvido e atendido.

DUPLA DE APOIO - Laura Dern e Adam Sandler: coadjuvantes de luxo
DUPLA DE APOIO - Laura Dern e Adam Sandler: coadjuvantes de luxo (./Netflix)

Se no dia a dia profissional ele é paparicado por seus subordinados, o mesmo não ocorre na vida pessoal. No início do filme, Kelly descobre que a filha adolescente vai passar as férias longe dele, na Europa. O ator teme perder a conexão com a garota, já que falhou com a filha mais velha, a quem abandonou para investir na carreira na juventude. Ele, então, tem a ideia maluca de seguir a caçula pela França e pela Itália — onde aceita, relutante, uma homenagem em um festival de cinema pequeno, na Toscana, como desculpa para a viagem.

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Assim como o personagem, Clooney dedicou sua juventude à carreira. Mas, ao contrário de Kelly, adiou a paternidade e vem se esforçando para cumprir bem a função: ele se tornou pai aos 56 anos de um casal de gêmeos, Ella e Alexander, 8, com a esposa, a advogada Amal. Hoje aos 64, o astro diminuiu o ritmo de trabalho para passar mais tempo com a família. Nascido na cidade de Lexington, no Kentucky, o americano se mudou para Los Angeles aos 21 em busca de uma chance em Hollywood. Uma década de papéis pequenos depois, emplacou o protagonista da série E.R. (Plantão Médico no Brasil), que fez dele um astro da TV em 1994. Três anos depois, vestiu o figurino do homem-morcego para o filme Batman & Robin, em uma das piores encarnações do herói no cinema.

Com seu charme e versatilidade inabaláveis, Clooney seguiu em frente e viu sua carreira deslanchar. Estrelou filmes variados, do drama militar Além da Linha Vermelha (1998) ao divertido Onze Homens e Um Segredo (2001). Expandiu os horizontes e assumiu o posto de diretor, assinando títulos como o drama político Boa Noite e Boa Sorte (2005) — neste ano, levou a trama para os palcos da Broadway, onde bateu recorde de bilheteria para uma peça não musical. O lobo de Hollywood reduziu a agenda, mas segue impossível fugir dele nas telas. Ainda bem.

“Eu simplesmente envelheço”

George Clooney falou a VEJA sobre sua carreira, a paternidade e o que o atraiu no filme Jay Kelly.

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PAIZÃO - Clooney: “Faço o melhor que posso”
PAIZÃO – Clooney: “Faço o melhor que posso” (Eric Thayer/La Times/Getty Images)

O fato de Jay Kelly ser um astro de cinema o fez sentir certo déjà vu nas filmagens? Com certeza. Havia muitas coisas próximas da minha vida e muitas delas eram ridículas. Tem uma cena com ele perseguindo um cara que roubou uma bolsa e aquilo está bem longe da realidade.

Parte da trama se passa na Itália. Quando vem ao Brasil fazer um filme? Eu adoraria fazer um filme no Brasil. Antes preciso melhorar meu português.

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O protagonista tenta disfarçar a idade pintando o cabelo e a sobrancelha. Como é sua relação com o envelhecer? Sinceramente, tenho 64 anos, não há muito o que fazer. Eu simplesmente envelheço. Nunca usei maquiagem, e sempre penso que o ideal é envelhecer na frente das pessoas. Elas vão ter de se acostumar com isso. Quero ficar confortável comigo mesmo. As opções são envelhecer ou morrer. Então, envelhecer é a melhor opção.

Paternidade é outro tema do filme. Aprendeu alguma lição? Acho que todos nós estamos tentando, seja um ator, seja um encanador, equilibrar trabalho e família. Ninguém acerta completamente, mas faço o melhor que eu posso. Queria estar com meus filhos agora, mas tenho de trabalhar.

Noah Baumbach fez o filme pensando no senhor. Como se sentiu? Eu estava disposto e pronto para fazer o filme antes mesmo de ler o roteiro, no minuto em que ouvi que o Noah queria que eu estivesse no filme dele. Acredite ou não, são raros os bons roteiros por aí. Tive sorte de ser escolhido para esse.

Publicado em VEJA de 21 de novembro de 2025, edição nº 2971

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