O ministro de Lula e o embaixador sequestrado: ‘A decisão era de executar’
Numa cena do documentário Hércules 2456, sobre o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, ocorrido em setembro de 1969, o cineasta Silvio Tendler reuniu alguns participantes do episódio numa choperia. Durante a animadíssima conversa entre os velhos companheiros, dois sequestradores afirmam com muita ênfase e nenhum constrangimento que, se necessário, o diplomata teria sido […]
Numa cena do documentário Hércules 2456, sobre o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, ocorrido em setembro de 1969, o cineasta Silvio Tendler reuniu alguns participantes do episódio numa choperia. Durante a animadíssima conversa entre os velhos companheiros, dois sequestradores afirmam com muita ênfase e nenhum constrangimento que, se necessário, o diplomata teria sido assassinado. Ou “executado”, como se deve dizer em comunistês.
Um deles é Cláudio Torres. Gaúcho de Porto Alegre, abandonara a faculdade no Rio e militava no MR-8 quando o embaixador foi capturado. Ficou preso durante sete anos e hoje, aos 65, mora em Teresópolis. Embalado por risos e gargalhadas dos parceiros de mesa, Cláudio relata, achando tudo muito divertido, o curto e estranho diálogo mantido com um oficial da Marinha no intervalo das sessões de tortura.
O segundo depoente é Franklin Martins, hoje ministro da Comunicação Social. “Não tem dúvida nenhuma: a decisão era de executar”, confirma. Em seguida, com a emoção de quem diz que não foi à praia porque choveu, ressalva: “Felizmente, não chegamos a isso”. O ministro de Lula vive proclamando que não se arrepende de nada do que fez. E avisa que faria tudo de novo.
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