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Minuto Olímpico: O Brasil festeja como se fossem suas as medalhas conquistadas por heróis que maltrata

Se tivesse nascido nos EUA, Felipe Wu não precisaria treinar tiro no quintal da própria casa

Por Augusto Nunes
Atualizado em 30 jul 2020, 22h07 - Publicado em 12 ago 2016, 19h00

As medalhas contabilizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro desde os Jogos da Antuérpia, em 1920, não foram obtidas pelo país. Foram conquistadas por atletas que conseguiram subir ao pódio apesar do país em que vieram ao mundo. Se tivessem nascido nos Estados Unidos, por exemplo, todos eles mereceriam desde a pré-adolescência o tratamento dispensado a possíveis campeões pela mais eficaz política esportiva do planeta.

Nunca houve no Brasil um programa que estimulasse consistentemente a prática de todas as modalidades olímpicas. Se algo parecido existisse nestes trêfegos trópicos, por exemplo, o extraordinário Felipe Wu ─ medalha de prata no tiro com pistola ─ não treinaria no quintal da própria casa, nem gastaria parte do salário em munição. A federação que supostamente cuida desse esporte não pôde ajudá-lo por falta de verba: não lhe coube um só centavo da dinheirama distribuída pelo COB.

O país do futebol menospreza esportes individuais e maltrata os atletas que teimam em praticá-los. Mas festeja como se lhe pertencessem façanhas com as quais pouco ou nada teve a ver. Foram todas protagonizadas por heróis que, como Felipe Wu, seriam vitoriosos mesmo se nascidos nas Ilhas Fiji. Ou no Burundi. Ou no Brasil.

https://videos.abril.com.br/veja/id/d0087a0174613568fc8875648a53fad4?

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