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Mendonça Filho no Roda Viva: ‘Não falta dinheiro para a educação. Falta foco, engajamento’

Entre outros assuntos, o ministro comentou a reforma do ensino médio e os problemas crônicos que afetam o sistema educacional

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 21h37 - Publicado em 10 out 2016, 15h15

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O convidado do Roda Viva desta segunda-feira foi o ministro da Educação, Mendonça Filho. Formado em administração de empresas pela Universidade de Pernambuco e em gestão pública pela Kennedy School, ele estreou na Assembléia Legislativa de Pernambuco aos 20 anos. Vice-governador de 1999 a 2006, assumiu a chefia do Executivo estadual quando o titular se afastou para concorrer ao Senado. Em maio deste ano, interrompeu o terceiro mandato na Câmara dos Deputados para assumir o comando de uma das áreas mais relevantes e mais problemáticas da administração pública. Confira alguns trechos da entrevista:

“A situação da educação brasileira é critica. Podemos dizer que percorremos um belo caminho com relação ao acesso, mas a qualidade é baixa. De zero a dez, a nota com certeza seria abaixo de cinco, quatro”.

“Nosso objetivo é dobrar a quantidade de alunos em regime de ensino integral até o fim da gestão de Michel Temer”.

“O Mais Educação declarava 8 milhões de alunos atendidos em 2014, mas o censo escolar diz que existem 4 milhões de alunos no ensino fundamental em tempo integral. Ou o censo está errado ou os números do governo Dilma são uma fraude”.

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“A reforma do ensino médio dará oportunidade para que o estudante acentue o aprendizado nas áreas onde tem maior interesse. Não estamos abolindo ou eliminando qualquer disciplina, mas não precisamos aprofundar os conhecimentos de física para um aluno de humanas”.

“Existe 1,7 milhão de jovens no Brasil que não trabalham nem estudam. Essa é uma situação caótica. Não é falta de dinheiro, é falta de foco, de engajamento. Os seis ministros da Educação que me antecederam debateram sem parar a reforma do ensino médio, mas ninguém fez”.

“O teto, aprovado nesta segunda-feira, é um limite de gasto geral para o setor público. Obedecido esse teto, o gasto com educação pode até crescer. Em 2017, serão R$ 140 bilhões para a educação, o maior gasto da história. Num pais que está vivendo sua maior recessão, o teto vai garantir o mínimo de estabilidade econômica”.

“O MEC tinha o péssimo vício de alocar recursos de forma errada. O Programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo, custou mais de R$ 3,7 bilhões e atendeu cerca de 35 mil alunos. Muitos estudantes saíam do Brasil e chegavam no Canadá, nos Estados Unidos, sem saber falar inglês. Quando voltavam, descobriam que o curso que tinham feito não era reconhecido pelo MEC”.

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“A oposição agora critica a reforma do ensino médio, mas quem mais divulgou e defendeu a reforma foi a presidente Dilma”.

“Hoje, a escola no nível médio afasta os alunos. Se legarmos uma escola mais atrativa, que possibilite uma menor evasão escolar, terei feito o meu papel. Quero ser cobrado por isso daqui a dois anos”.

A bancada de entrevistadores reuniu Guiomar Namo de Mello (integrante do Conselho Estadual de Educação de São Paulo e do Conselho da Fundação Padre Anchieta), Maria Alice Setubal (educadora, socióloga e presidente do Conselho do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), Mozart Neves Ramos (diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna) e os jornalistas Monica Weinberg (VEJA) e Paulo Saldaña (Folha). Com desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso, o programa foi transmitido ao vivo pela TV Cultura.

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