Pessoas voltaram a viver em Pompeia depois de erupção, dizem arqueólogos
Novas escavações revelam que o local foi reocupado por sobreviventes e recém-chegados que viveram entre os escombros em condições precárias por séculos

Novas descobertas arqueológicas indicam que Pompeia, destruída pela erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d.C., foi reocupada nos anos seguintes à tragédia. Sobreviventes que não conseguiram reconstruir a vida em outro lugar teriam voltado para viver entre os escombros da antiga cidade romana. Eles possivelmente foram acompanhados por pessoas de fora, que viam nas ruínas uma chance de recomeçar — ou de encontrar objetos de valor deixados para trás.
Antes do desastre, Pompeia abrigava mais de 20 mil pessoas. Estima-se que entre 15% e 20% da população tenha morrido, principalmente por choque térmico, enquanto a cidade era coberta por uma nuvem de cinzas e gases tóxicos. O restante fugiu — mas parte retornou.
Como era a vida entre as ruínas?
Os vestígios revelam um cenário muito diferente da cidade romana bem estruturada que existia antes da erupção. A nova ocupação foi improvisada, com casas parcialmente reutilizadas. Enquanto os andares superiores voltaram a servir como moradia, os andares inferiores viraram porões com fornos e moinhos. Não havia infraestrutura pública nem organização urbana — os arqueólogos descrevem o local como um tipo de acampamento precário.
Durante muito tempo, esse período foi ignorado nas escavações. O interesse por afrescos, objetos luxuosos e casas preservadas fez com que muitos sinais da reocupação fossem apagados ou sequer documentados.
Até quando Pompeia foi habitada?
Acredita-se que a nova ocupação tenha durado até o século V, quando uma nova erupção — conhecida como erupção de Pollena — forçou o abandono definitivo da área. Hoje, Pompeia é um dos sítios arqueológicos mais visitados do mundo. Apenas dois terços da antiga cidade foram escavados, e o restante segue enterrado sob a cinza.
Com mais de 4 milhões de visitantes por ano, o parque arqueológico é o segundo ponto turístico mais popular da Itália, atrás apenas do Coliseu. Patrimônio Mundial da UNESCO, continua revelando novas camadas, literalmente, da vida romana.