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Black das Blacks: VEJA com preço absurdo
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Almanaque de Curiosidades

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Como a Black Friday afeta o nosso cérebro? A ciência explica

Sensação de urgência, medo de perder ofertas e pressão por decisões alteram como avaliamos compras, levando o cérebro a agir em modo automático

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 nov 2025, 17h00

As promoções de Black Friday não afetam apenas o bolso, mas também a forma como o cérebro toma decisões. Segundo um artigo publicado no The Conversation pelos pesquisadores Tijl Grootswagers, da Universidade de Western Sydney, e Daniel Feuerriegel, da Universidade de Melbourne, descontos relâmpago e cronômetros ativam mecanismos que reduzem o tempo de análise antes da compra.

Normalmente, o cérebro reúne informações, compara preços e pondera prós e contras antes de decidir. Mas, quando há pressão temporal, esse processo se encurta. O cérebro diminui o volume de evidências necessárias para concluir, o que aumenta a impulsividade. É o mesmo sistema que permite reagir rápido em situações de risco, agora acionado por estímulos artificiais criados durante as promoções.

Por que a sensação de escassez mexe tanto com nosso comportamento?

O segundo gatilho descrito pelos cientistas é a escassez. Mensagens como “últimas unidades”, “restam só 8 produtos” ou “dez pessoas estão vendo este item agora” criam uma percepção de competição. Essa sensação faz o cérebro atribuir mais valor ao produto simplesmente porque ele parece raro, mesmo que não seja.

Esse mecanismo psicológico desvia a atenção de informações mais relevantes, como garantia, durabilidade e necessidade real. Em vez de comparar com calma, a mente usa atalhos para decidir mais rápido — e quase sempre favorece comprar em vez de esperar.

Por que a lógica parece desaparecer nas últimas horas da promoção?

Sob pressão, o cérebro tenta evitar incertezas. Adiar a compra aumenta o receio de perder o produto ou o preço, o que gera desconforto. Para aliviar essa sensação, a mente prefere decidir rápido. O resultado é uma decisão que ignora o planejamento e se apoia em estímulos imediatos, como contadores regressivos.

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Os autores explicam que essa forma acelerada de decisão é útil em emergências reais, mas que as estratégias de marketing da Black Friday imitam o ambiente de risco, empurrando o cérebro para o modo automático. É assim que escolhas pouco racionais acabam parecendo urgentes ou inevitáveis.

Como evitar cair nessas armadilhas?

Os pesquisadores sugerem algumas estratégias simples para recuperar o controle sobre o impulso de compra. A primeira é planejar antes da promoção, pesquisando o que realmente faz falta e qual é o preço médio do produto. Isso reduz a dependência de decisões rápidas durante a pressão do desconto.

Outra recomendação é definir um orçamento e mantê-lo visível enquanto navega pelas ofertas. Isso ajuda a conter a sensação de urgência causada pelos alertas do site. Pausar por alguns segundos antes de finalizar a compra também funciona: esse intervalo permite que o cérebro volte ao ritmo normal de análise.

Perguntas como “eu compraria isso pelo preço cheio?” ajudam a reenquadrar o valor real do produto, afastando a influência de mensagens que simulam escassez ou competição.

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