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Opinião política baseada em fatos
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Radicalização à esquerda e à direita

A radicalização é tão grande, que todos nós já deixamos de percebê-la

Por Alberto Carlos Almeida
29 jan 2020, 17h33

Há 20 ou 30 anos a Princesa Isabel era uma figura-chave da abolição da escravidão no Brasil, o seu simbolismo unia esquerda e direita. Atualmente a esquerda considera que o maior símbolo da abolição é Zumbi dos Palmares, por representar as lutas sociais, e a direita ficou com o monopólio do enaltecimento da filha de Dom Pedro II.

Em 1966 o governo da ditadura militar brasileira enviou Clementina de Jesus e uma comitiva da sambistas negros e brancos para apresentar a música e a cultura brasileira no Senegal. Isso é inconcebível hoje. O governo eleito democraticamente de Jair Bolsonaro jamais faria isso. Por outro lado, se alguma comitiva de sambistas fosse para a África representando o Brasil, a esquerda demandaria que fosse composta somente de negros.

Há centenas de exemplos de que todos nós estamos nos tornando mais radicais. Bolsonaro foi criado por este ambiente social e o alimenta. A crescente polarização só dificulta o consenso em torno de decisões que são importantes para o país e os brasileiros. Este processo se tornou tão presente, que deixou de ser notado por todos aqueles que radicalizam tanto na esquerda quanto na direita.

Cumpre reconhecer essa nefasta polarização e trabalhar para voltar a termos denominadores comuns em torno dos quais possamos conversar.

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