Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

A boa e velha reportagem Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Diogo Schelp
Uma seleção comentada do melhor do jornalismo mundial em vídeo, foto ou texto. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

O relato de uma ex-escrava sexual do Estado Islâmico

No jornal alemão Süddeutsche Zeitung saiu esta semana uma entrevista com uma refugiada iraquiana da minoria yazidi que acaba de publicar um livro sobre o período em que esteve nas mãos dos terroristas do Estado Islâmico (EI ou Isis). A jovem, que se apresenta com o pseudônimo Shirin porque teme pela vida da mãe e das […]

Por Diogo Schelp Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 30 jul 2020, 23h37 - Publicado em 30 jan 2016, 07h06
Edição alemã

Capa do livro “Eu Continuo Sendo uma Filha da Luz – Minha Fuga das Garras dos Terroristas do EI”

No jornal alemão Süddeutsche Zeitung saiu esta semana uma entrevista com uma refugiada iraquiana da minoria yazidi que acaba de publicar um livro sobre o período em que esteve nas mãos dos terroristas do Estado Islâmico (EI ou Isis). A jovem, que se apresenta com o pseudônimo Shirin porque teme pela vida da mãe e das irmãs, que continuam em poder dos islamistas, foi raptada em agosto de 2014, aos 17 anos, e transformada em escrava sexual. Ela foi vendida, sucessivamente, a nove integrantes do grupo, que fizeram dela sua “esposa” — um eufemismo para um cotidiano de estupros, espancamentos e humilhações constantes.

Os yazidis são curdos étnicos que cultivam uma religião com elementos do zoroastrismo, do cristianismo e do islamismo. Eles são considerados adoradores do diabo pelos radicais do EI. Quando o grupo avançou sobre o território do Iraque, em meados de 2014, vindo da Síria, muitos muçulmanos sunitas denunciaram seus vizinhos yazidis. Foi o que aconteceu com Shirin, cuja identidade religiosa foi delatada aos terroristas por um de seus professores de colégio. Depois de um longo período de suplícios, durante o qual tentou o suicídio, ela finalmente conseguiu fugir, com a ajuda do último homem que a comprou.

As seguintes frases de Shirin foram extraídas da entrevista concedida a Ruth Schneeberger:

“Sempre que eu pensava que não podia ficar pior, ficava pior.”

“Meu pai tenta sobreviver em um campo de refugiados. Minha mãe foi levada (pelos terroristas) para a Síria. Minha irmã mais nova foi tirada dela. Ela está com nove anos agora. Minha irmã mais velha foi raptada e levada para Mosul. Eu perdi o contato com elas. Eu acho que nunca mais vou ver minhas irmãs.”

Continua após a publicidade

“Apenas quando eu puder ter minha mãe nos braços de novo, serei capaz de pensar além do dia seguinte.”

“Eu tenho medo de que atentados como os de Paris ocorram também aqui (na Alemanha).”

“Eu gosto muito deste país (a Alemanha). Aqui o ser humano tem valor. O ser humano tem voz. Não é feita distinção entre as religiões.”

Voltei. Estamos em pleno século XXI e há lugares onde a escravidão está sendo reimplantada. Dá para acreditar?

Siga no Twitter e no Facebook

LEIA TAMBÉM:

Os alemães estão errados em ensinar boas maneiras aos refugiados?

Conheça o movimento radical islâmico que quer ser um antídoto para o jihadismo

Conheça Aris, que se divide entre socorrer e fotografar náufragos

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.