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Sistema de comunicação dos elefantes é similar ao dos seres humanos

Sons de baixa frequência são emitidos pela passagem do ar por 'cordas vocais' e não pela contração dos músculos, como nos gatos

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h29 - Publicado em 3 ago 2012, 17h57

Os elefantes africanos são conhecidos por serem grandes comunicadores, mas até agora os cientistas não sabiam ao certo se os sons eram emitidos por contrações musculares, como o ronronar de um gato, ou por vibrações nas cordas vocais, como os seres humanos e outros mamíferos. A análise da laringe de um elefante africano permitiu que os cientistas desvendassem o mistério: eles se comunicam usando uma estrutura semelhante às cordas vocais, e emitem um som de frequência extremamente baixa (infrassom), abaixo do que os humanos podem ouvir completamente. A descoberta foi publicada na revista Science.

De acordo com o estudo de Christian Herbst, da Universidade de Viena, feito com colegas da Alemanha, Áustria e Estados Unidos, os elefantes têm o mesmo mecanismo que produz a fala em humanos – e também em muitos outros mamíferos – para se comunicarem em sons baixos.

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Para chegar a essa conclusão, eles analisaram em laboratório a laringe de um elefante africano, que vivia em um zoológico em Berlim. Por meio de um mecanismo que imitava o fluxo de ar nos pulmões, puderam induzir os movimentos das ‘cordas vocais’ e a vibração de baixa frequência.

Isso demonstra que os elefantes contam com um mecanismo de aerodinâmica mioelástica – quando une a elasticidade das cordas vocais e a passagem do ar por elas para emitir o som. O cérebro do elefante também pode estar envolvido para relaxar e tencionar as cordas vocais se outro mecanismo, como o ronronar do gato, estiver envolvido.

Os pesquisadores também encontraram um padrão não linear no modo como as ‘cordas vocais’ dos elefantes vibram, assim como nos seres humanos. Essas irregularidades geralmente ocorrem quando os bebes choram ou quando cantores de heavy metal gritam, por exemplo. “Isso também pode ser observado em jovens elefantes, em situações de extrema excitação”, disse Herbst.

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