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Saiba como será feita a primeira chuva de meteoros artificial

Startup japonesa ALE desenvolveu tecnologia inovadora para criar chuvas de meteoros artificiais em 2018

Por Da redação - 24 out 2016, 15h19

Uma luminosa e colorida chuva de meteoros artificiais deve iluminar os céus do Japão em 2018. A startup japonesa ALE lançará ao espaço um satélite que, orbitando a Terra a cerca de 500 quilômetros, será o responsável pela criação das primeiras “estrelas cadentes” criadas pelo homem. De acordo com a empresa, elas brilharão intensamente e em cores variadas.

Chuva de meteoros

A chuva de meteoros natural é um fenômeno provocado pela combustão de partículas deixadas por resquícios de cometas que atingem a atmosfera terrestre, o que permite ver no céu, por alguns instantes, sua trajetória iluminada. Durante o evento, esses pequenos pontos brilhantes parecem despencar do céu, razão por que são conhecidos como “estrelas cadentes”. Para enxergá-los, os astrônomos recomendam céu limpo e locais escuros.

O evento criado artificialmente será comandado por um satélite que deve carregar entre 300 a 500 partículas de cerca de dois centímetros de diâmetro. Segundo a ALE, esses pequenos fragmentos serão liberados pelo satélite e cairão mais lentamente que os naturais, a uma velocidade de oito quilômetros por segundo (os naturais caem a uma velocidade média de 72 quilômetros por segundo), o que facilitará a observação.

Como fogos de artifício, ao entrar em combustão, eles irão revelar tons diferentes de azul, verde e laranja e poderão ser vistos mesmo pelos habitantes de grandes cidades, a uma distância de até 200 quilômetros. De acordo com a empresa, eles serão 70 vezes mais brilhantes que uma “estrela cadente” natural (a tecnologia capaz de promover a luminosidade é o grande segredo da empresa). Assim como durante as chuvas de meteoros naturais, nenhum deles deve chegar à superfície da Terra.

Empresa japonesa cria satélite que lançará 'chuva de meteoros artificial'
Impressão artística de como será o satélite que lançará a chuva de meteoros artificial ALE/Divulgação

Para produzir cada uma dessas “partículas”, que custa aproximadamente 8.000 dólares, cerca de vinte astrônomos e engenheiros espaciais trabalha no projeto. Segundo a imprensa japonesa, a empresa pretende usar a tecnologia durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2020 que será em Tóquio.

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