Oferta Inédita: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Sai primeira lista de investigados por motim no ES; haverá IPM

É compreensível que os policiais de mais baixa patente ou que estejam há menos tempo na corporação sejam submetidos a procedimentos mais leves

Por Reinaldo Azevedo 14 fev 2017, 16h49 | Atualizado em 4 jun 2024, 19h47
Sai primeira lista de investigados por motim no ES; haverá IPM Priorizar nos meus resultados Google

Bem, o governo do Espírito Santo fez a coisa certa. Divulgou nesta terça a primeira relação de policiais militares que serão submetidos a investigação e processos administrativos. Os respectivos nomes de 155 pessoas foram publicados no “Diário Oficial”. Alguns deles responderão a Inquérito Policial-Militar (IPM) por crime de motim e revolta. As penas administrativas podem ir da absolvição à expulsão. Já o IPM é coisa bem mais grave.

A lista dos policiais que cometeram falhas disciplinares, na verdade, inclui 703 pessoas. Vamos ver o que será feito nos demais casos. Entre os 155, informa a Folha, estão “dois tenentes-coronéis, um major, um capitão da reserva, quatro primeiros-sargentos, três terceiros-sargentos, 28 cabos e 116 soldados”.

Vamos entender. O Artigo 149 do Código Penal Militar prevê o seguinte para o crime definido como “motim” e “revolta”:
Art. 149. Reunirem-se militares ou assemelhados:

I – agindo contra a ordem recebida de superior, ou negando-se a cumpri-la;

II – recusando obediência a superior, quando estejam agindo sem ordem ou praticando violência;

Continua após a publicidade

III – assentindo em recusa conjunta de obediência, ou em resistência ou violência, em comum, contra superior;

IV – ocupando quartel, fortaleza, arsenal, fábrica ou estabelecimento militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, o utilizando-se de qualquer daqueles locais ou meios de transporte, para ação militar, ou prática de violência, em desobediência a ordem superior ou em detrimento da ordem ou da disciplina militar:

Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito), com aumento de 1/3 (um terço) para os cabeças.

Continua após a publicidade

Revolta. Parágrafo único. Se os agentes estavam armados: Pena – reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, com aumento de 1/3 para os cabeças.

Retomo

Sim, senhores! Os militares aquartelados, que incidiram em todos os itens do “motim”, estavam armados. Logo, o crime é mesmo de revolta. Antes que avance, uma informação. Quando alguém passa a fazer parte de uma Polícia Militar sabe que está sujeito às disposições que cabem aos homens das Forças Armadas. É o que dispõe o Artigo 42 da Constituição, a saber: “Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”.

Continua após a publicidade

Segundo informa a Folha, os militares foram divididos em três grupos: indivíduos com menos de dez anos de corporação, mais de dez e os de altas patentes. Os primeiros serão submetidos a Procedimento Administrativo Disciplinar Rito Ordinário; os mais antigos, ao Conselho de Disciplina. E os de alta patente, ao IPM propriamente. Os que estão sujeitos ao IPM na lista inicial são o capitão da reserva Lucinio Castelo de Assumpção, ex-deputado federal e candidato derrotado a vereador pelo PMB em Vitória nas últimas eleições; o major Fabrício Dutra Correa e dos tenentes-coronéis: Alexandre Quintino Moreira e Carlos Alberto Foresti.

Punição exemplar
É compreensível que os policiais de mais baixa patente ou que estejam há menos tempo na corporação sejam submetidos a procedimentos mais leves. Uma coisa é certa: esse episódio não pode passar sem uma punição exemplar.

Não se entra aqui da justeza das reivindicações; não se aborda aqui o mérito da questão — até porque todos, creio, estamos de acordo quanto ao mérito dos policiais e a necessidade de que tenham salários maiores. O que é insuportável, e não há meio-termo, é que homens que foram armados pelo estado — e que assumiram o compromisso de combater o crime acabem se aliando, objetivamente, a criminosos.

Continua após a publicidade

Rio

Nove mil homens do Exército reforçam a segurança pública no Rio. Há, como se sabe, quando menos, inquietação na corporação. A tática, já empregada no Espírito Santo, é mobilizar as respectivas famílias dos soldados para obstruir os acessos a quartéis.

Bem, acho isso intolerável. Essas pessoas têm de ser retiradas de lá. Que seja com convencimento. Ou com o uso legítimo da força.

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
OFERTA CAMPEÂ

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00) + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).