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Quatro efeitos que acompanham o recorde de temperatura no Polo Sul

A Antártica nunca esteve tão quente no mês de fevereiro

Por Da Redação - Atualizado em 28 fev 2020, 10h47 - Publicado em 28 fev 2020, 06h00

– Clima californiano
A Antártica nunca esteve tão quente no mês de fevereiro. No dia 13, o cientista brasileiro Carlos Schaefer registrou um novo recorde de temperatura no continente, com a marca de 20,75 graus. Na mesma data, os termômetros no Polo Sul do planeta marcavam números semelhantes aos de Los Angeles, na ensolarada Califórnia. A temperatura na Antártica se manteve quase nesse patamar nos dias seguintes ao registro desse recorde.

– Nova média
A Nasa, a agência espacial americana, calcula que a recente onda de calor possa ter derretido 20% de toda a neve acumulada no Polo Sul durante o verão antártico. E é bom se acostumar com isso. Segundo os pesquisadores, os termômetros podem registrar altas semelhantes de temperatura nos próximos anos devido aos impactos das mudanças climáticas no planeta.

– Subida das marés
Desde 2006, a elevação das temperaturas provocou a perda de 430 bilhões de toneladas de gelo na Antártica e na Groenlândia. Outro efeito colateral das mudanças climáticas: durante o século XX o nível das marés aumentou 15 centímetros. De acordo com estimativas dos especialistas, o fenômeno continuará ocorrendo neste século, em ritmo preocupante.

– Juízo final
Os cientistas encontraram recentemente água morna pela primeira vez sob a “geleira do dia do juízo final” na Antártica — apelido dado a um dos volumes de gelo que sofreram maior nível de derretimento no Polo Sul. O fenômeno pode desencadear o desabamento de 74 000 quilômetros quadrados de gelo, liberando uma massa de tamanho equivalente ao dos territórios da Flórida ou da Grã-Bretanha. Com isso, o nível do mar pode subir mais de 50 centímetros.

Publicado em VEJA de 4 de março de 2020, edição nº 2676

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