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Pompeia tem se tornado um campo fértil para descobertas científicas

Arqueólogos encontraram indícios de que seus habitantes podem ter sido os primeiros recicladores da história

Por Sabrina Brito - Atualizado em 9 out 2020, 10h59 - Publicado em 9 out 2020, 06h00
AFRESCO - Distribuição de pães em Pompeia: os pobres reciclavam objetos – G. Nimatallah/DEA/Getty Images

Pompeia tem se tornado um campo fértil para descobertas científicas. Recentemente, arqueólogos encontraram indícios de que seus habitantes podem ter sido os primeiros recicladores da história. Eles descobriram que grande parte dos muros que protegiam a cidade era feita de pedaços de cerâmica quebrada, telhas descartadas e outros objetos reutilizados. Inúmeros materiais como ossos, madeira, vidro e metais descartados pelos moradores eram separados e depois transformados em algum outro utensílio para ser revendido na cidade. Por causa do hábito de reciclar, convivia-se com pilhas de dejetos espalhadas pela cidade, que se acumulavam até em lugares considerados sagrados, como túmulos. Os cientistas suspeitam que a reciclagem funcionava inclusive como um meio de vida para alguns moradores, especialmente os mais pobres. Os catadores buscavam nos restos desperdiçados materiais que pudessem ser trocados no comércio local, mais ou menos como muitas pessoas fazem hoje em dia. Em dois milênios, isso não mudou.

Publicado em VEJA de 14 de outubro de 2020, edição nº 2708

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