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Planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea

Pesquisa mostra que uma em cada cinco estrelas parecidas com o Sol possui um planeta de tamanho semelhante ao da Terra orbitando dentro dos limites onde é possível haver vida

Por Da Redação
Atualizado em 6 Maio 2016, 16h16 - Publicado em 4 nov 2013, 18h24

Em agosto, cientistas da Nasa anunciaram o fim das atividades da sonda espacial Kepler, após desistirem de consertar as inúmeras falhas no equipamento. Nesta segunda-feira, uma pesquisa publicada na revista PNAS mostrou que, mesmo com sua aposentadoria precoce, a missão cumpriu seu objetivo inicial: determinar quantas das 100 bilhões de estrelas da Via Láctea possuem planetas habitáveis girando ao seu redor. O estudo, que analisa as observações recolhidas durante seus quatro anos de funcionamento, determinou que uma em cada cinco estrelas semelhantes ao Sol têm planetas do tamanho da Terra orbitando ao seu redor, em regiões onde a temperatura de sua superfície pode ser propícia à vida.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Prevalence of Earth-size planets orbiting Sun-like stars

Onde foi divulgada: periódico PNAS

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Quem fez: Erik A. Petigura; entre outros pesquisadores

Instituição: Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, entre outras

Dados de amostragem: Dados recolhidos pela sonda espacial Kepler, referentes ao brilho de 150 000 estrelas

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Resultado: Os pesquisadores calcularam que uma em cada cinco estrelas semelhantes ao Sol possui planetas de tamanho parecido com o da Terra orbitando ao seu redor, em regiões onde a água pode existir em forma líquida

“Isso significa que, quando você olha para as milhares de estrelas no céu noturno, o astro semelhante ao Sol mais próximo com um planeta como a Terra em sua zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância, e pode ser visto a olho nu. Isso é incrível”, diz Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia que liderou a análise dos dados.

Segundo os cientistas, esse é um dado importante para os engenheiros da Nasa, que pretendem construir as missões sucessoras da Kepler. “Essas missões vão tentar obter imagens reais desses planetas, e o tamanho do telescópio que será construído depende do quão perto eles estão da Terra. Uma abundância de planetas orbitando estrelas próximas deve simplificar tais missões”, diz Andrew Howard, pesquisador da Universidade do Havaí que participou do estudo.

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Os caça-planetas – A sonda Kepler foi lançada em 2009 com o objetivo de analisar a luz das estrelas em busca de planetas que estejam girando ao seu redor. Entre todos os 150 000 astros fotografados durante a missão, os cientistas detectaram mais de 3 000 candidatos a planetas. Isso é possível porque quando esses corpos passam na frente de sua estrela, eles ofuscam seu brilho, o que é perceptível a partir da órbita terrestre.

A maioria dos corpos detectados até agora, no entanto, são muito maiores do que a Terra, sendo provavelmente gigantes gasosos semelhantes a Júpiter. Outros estão localizados em regiões muito próximas ou muito distantes de suas estrelas, onde a água não pode existir em sua forma líquida – apenas na gasosa ou sólida, respectivamente. Nessas condições, não é possível o desenvolvimento de vida nas condições conhecidas pelos cientistas.

Zona habitável ()
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Por isso, no atual estudo, os pesquisadores se focaram nas 42 000 estrelas semelhantes ao Sol analisadas pelo telescópio Kepler, buscando apenas os planetas de tamanho semelhantes ao da Terra localizados em sua zona habitável. De todos os 603 planetas orbitando essas estrelas, apenas dez cumpriam os requisitos da pesquisa.

Censo planetário – As medições realizadas pela sonda nem sempre conseguem detectar planetas pequenos, que costumam passar despercebidos por seus instrumentos. Por isso, os cientistas submeteram os dados coletados a uma série de testes, para medir quantos planetas do tamanho da Terra não teriam sido detectados durante a missão.

Eles introduziram uma série de planetas falsos nos dados obtidos por Kepler, e estudaram quantos deles eram detectados por seu software e quantos eram ignorados. “O que fizemos foi uma espécie de censo dos planetas fora do Sistema Solar, mas não podemos bater em cada porta. Só depois de incluir esses planetas falsos e medir quantos deles eram realmente detectados, pudemos chegar ao número de planetas que passavam despercebidos pela Kepler”, disse Petigura.

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Leia também:

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Ao cruzar os dados, os pesquisadores concluíram que 22% de todas as estrelas parecidas com o Sol na Via Láctea possuíam planetas do tamanho da Terra em suas zonas habitáveis. O fato de os planetas estarem na zona habitável de sua estrela não significa que eles possuem todas as condições de hospedar a vida. Alguns deles podem ter atmosfera muito fina, portanto muito quente, ou uma composição química muito diferente da composição da Terra.

Duas pesquisas publicadas na quarta-feira passada, no entanto, dão esperanças aos cientistas de que a composição química terrestre seja comum na galáxia. Elas descrevem o primeiro exoplaneta composto de rochas e ferro – como a Terra. “Isso nos dá confiança para, quando estudarmos planetas localizados na zona habitável de sua estrela, esperar que eles sejam rochosos e do tamanho da Terra”, disse Howard.

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