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Número de queimadas aumenta na Amazônia e no Cerrado no primeiro semestre

Levantamento, que inclui o monitoramento de desmatamentos, é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

Por Alessandro Giannini Atualizado em 1 jul 2022, 18h20 - Publicado em 1 jul 2022, 18h00

Queimadas e desmatamentos aumentaram na Amazônia e no Cerrado no primeiro semestre do ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A savana brasileira teve mais de 10 mil focos de incêndios entre janeiro e junho, pior marca para o período desde 2010 – em comparação o ano passado, o aumento foi de 13%. Já a região amazônica teve 7.533 focos de calor, um crescimento de 17% em comparação ao mesmo período em 2021.

Os valores registrados para o Cerrado em junho permaneceram estáveis em relação aos de 2021. No mês passado, foram detectados 4.239 focos de fogo na savana, contra 4.181 no mesmo intervalo no ano passado – um aumento de 1,4%. Na Amazônia, em junho, foram registrados 2.562 focos, contra 2.305 em 2021 – um aumento de 11%.

Atualizados apenas até o dia 24 de junho, os dados do Inpe relativos ao desmatamento nos dois biomas são igualmente expressivos e preocupantes. Junho no Cerrado foi o pior mês desde o início do monitoramento, em 2004. Com 752 quilômetros quadrados dizimados, o índice para a região aumentou em 55% em comparação como mesmo mês do ano passado.

No acumulado do início do ano até o dia 24 de junho, o Cerrado também teve o pior início de ano desde o lançamento do levantamento. Foram desmatados 3.364 quilômetros quadrados no período – um aumento de 34% em relação a 2021.

Na Amazônia, junho apresentou uma redução de 17% no número de alertas de desmatamento, em comparação com o mesmo mês no ano passado. No acumulado do ano, porém, a Amazônia teve o pior início de ano desde o início do monitoramento: 3.750 quilômetros quadrados desmatados, um aumento de 4% em relação ao mesmo período no em 2021.

Em nota, Raul do Valle, especialista em políticas públicas do WWF-Brasil, sugeriu que os índices alcançados são resultado de uma corrida de grileiros, garimpeiros e “todos que navegam na impunidade para consolidar seus crimes”. Segundo Valle, a perda de terreno do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais despertou nesses agentes o receio de que um novo governo possa acabar com que chamou de “festa”: “É uma verdadeira corrida contra o Brasil e até o final do ano vamos ver o tamanho desse desastre”, concluiu.

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