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Não é só o calor que impacta no aquecimento global, diz estudo

Pesquisadores dizem que a temperatura por si só não é suficiente para medir as recentes variações do clima e o verdadeiro impacto nos trópicos

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2022, 17h03 •
  • O aquecimento global não tem a ver apenas com o calor, mas também com umidade. É o que mostra um estudo de cientistas americanos e chineses publicado na segunda-feira, na revista científica online Proceedings of the National Academy of Sciences.

    Em suas conclusões, os pesquisadores dizem que a temperatura por si só não é suficiente para medir as recentes variações do clima e o verdadeiro impacto do aquecimento nos trópicos. Em lugar de termômetros, o grupo usou um equipamento que mede a energia da umidade da atmosfera.

    Segundo os pesquisadores, existem dois fatores de mudança climática: temperatura e umidade. Por enquanto, medimos o aquecimento global apenas em termos de temperatura. Mas ao adicionar a energia da umidade, os extremos – ondas de calor, chuva e outras medidas – se correlacionam muito melhor.

    Quando a temperatura aumenta, o ar retém mais umidade, quase sete porcento para cada grau Celsius. Quando essa umidade se condensa, libera calor ou energia. Não é só o calor que impacta no aquecimento global, diz estudo “É por isso que quando chove, agora, são tempestades”, disse à agência Associated Press V. “Ram” Ramanathan, cientista climático da Universidade da Califórnia em San Diego e da Universidade Cornell, envolvido no levantamento.

    De 1980 a 2019, o mundo aqueceu cerca de 0,79°C. Mas levando em conta a energia da umidade, o mundo aqueceu e umedeceu 1,48°C. E nos trópicos, o aquecimento foi de até 4°C.

    Tomando como parâmetro apenas a temperatura, parece que o aquecimento é mais pronunciado na América do Norte, nas latitudes médias e especialmente nos polos – e menos nos trópicos. Engana-se quem pensa assim, porque a alta umidade nos trópicos aumenta a atividade das tempestades. “Esse aumento na energia latente é liberado no ar, o que leva a extremos climáticos: inundações, tempestades e secas”, disse Ramanathan. Está explicado.

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