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Lua de Sangue risca o céu das Américas na madrugada desta terça

No território brasileiro, as condições de observação variaram bastante

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 09h28 • Atualizado em 3 mar 2026, 09h32
  • Na manhã desta terça-feira, 3 , o céu protagonizou o primeiro eclipse lunar total visível nas Américas desde março de 2025. O fenômeno — popularmente chamado de Lua de Sangue — se estendeu das 5h06 às 12h38 (horário de Brasília), com o ápice registrado às 8h34, quando 100% do disco lunar mergulhou na sombra da Terra, a 382.602 quilômetros de distância.

    Um eclipse lunar total exige um alinhamento preciso entre Sol, Terra e Lua. Com o planeta exatamente no meio, sua sombra se projeta no espaço em duas camadas distintas: a penumbra, onde o bloqueio solar é parcial e o brilho lunar cai sutilmente, e a umbra, o cone de escuridão profunda onde a luz solar é completamente interceptada. A totalidade ocorre quando o disco inteiro da Lua adentra essa segunda região.

    AUCKLAND, NEW ZEALAND - MARCH 03: The Moon orbits through the Earth's shadow resulting in a lunar eclipse turning the Moon red on March 03, 2026 in Auckland, New Zealand. New Zealand will get a full, start‑to‑finish view of a total lunar eclipse on the night of Tuesday 3 March, with totality from about 12:04am to 1:03am on Wednesday 4 March NZDT, and it is the only total lunar eclipse anywhere in the world this year. (Photo by Phil Walter/Getty Images)
    A Lua orbita através da sombra da Terra, resultando em um eclipse, em Auckland, Nova Zelândia – (Phil Walter/Getty Images)

    É justamente aí que surge a coloração característica. Em vez de desaparecer na escuridão, a Lua assume tons quentes de vermelho e laranja — resultado da luz solar filtrada e “curvada” pela atmosfera terrestre para dentro da região sombreada. O efeito é como se o satélite fosse banhado simultaneamente por todos os nascer e por do sol que acontecem ao redor da Terra naquele instante.

    Visibilidade desigual no Brasil

    No território brasileiro, as condições de observação variaram bastante. No leste do país — incluindo Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e partes da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro —, o eclipse praticamente coincidiu com o ocaso da Lua ao amanhecer, tornando as fases mais dramáticas invisíveis a olho nu. Já no oeste — Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre —, os observadores conseguiram acompanhar a fase parcial do eclipse no horizonte oeste antes do nascer do Sol, com condições bem mais favoráveis.

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    Vale notar que, pela posição do Brasil no hemisfério sul, a imagem da Lua no céu corresponde a uma rotação de 180° em relação à perspectiva observada no hemisfério norte.

    Seguro e transmitido ao vivo

    Diferentemente dos eclipses solares, o eclipse lunar pode ser observado sem qualquer proteção ocular — a olho nu ou com telescópio, sem risco à visão. Para quem estava nas regiões de menor visibilidade, vários canais especializados organizaram transmissões ao vivo no YouTube, tornando o evento acessível a todo o país.

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