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James Webb detecta sistema planetário em formação, com chuva de ferro

As descobertas, publicadas na revista Nature, mostram como planetas gigantes se formam e como suas atmosferas exóticas se comportam

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jun 2025, 12h13 •
  • O Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou detalhes sobre um sistema planetário em formação, incluindo nuvens feitas de areia e um disco de poeira que pode estar criando novos mundos. As descobertas, publicadas na revista Nature, mostram como planetas gigantes se formam e como suas atmosferas exóticas se comportam nos primeiros milhões de anos de existência.

    O sistema estudado, chamado YSES-1, fica a cerca de 300 anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião. Ele é formado por uma estrela jovem, parecida com o nosso Sol, e dois planetas gigantes gasosos: YSES-1 b e YSES-1 c. Com apenas 17 milhões de anos (um bebê, em termos cósmicos), esse sistema oferece uma rara oportunidade de observar planetas ainda em desenvolvimento.

    Uma das descobertas mais impressionantes foi a detecção de nuvens de silicato (minerais que formam a areia) na atmosfera do planeta YSES-1 c. Essas nuvens são tão finas que se parecem com uma névoa cósmica, e os cientistas acreditam que partículas de ferro possam se condensar e cair como uma chuva metálica no planeta.

    Além disso, o planeta YSES-1 b parece estar cercado por um disco de poeira e gás, um sinal de que ainda está em formação. Esse material pode se agrupar para formar luas ou até mesmo novos planetas no futuro. É como assistir a um “berçário planetário” em tempo real.

    Antes do JWST, esses detalhes eram invisíveis para os telescópios terrestres. Graças à sua tecnologia avançada, os cientistas agora podem analisar a composição de atmosferas distantes e até detectar sinais de poeira quente ao redor de planetas jovens.

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    E agora? Os pesquisadores querem entender melhor como esses discos de poeira evoluem e como as nuvens de silicato influenciam o clima desses mundos distantes. Com novas observações, o JWST deve revelar ainda mais segredos sobre o nascimento de planetas.

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