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Fãs tentam batizar lua de Plutão com referência a ‘Star Trek’, mas astrônomos vetam brincadeira

Nomes do quarto e quinto satélites de Plutão deveriam ser escolhidos por votação na internet. Vulcan, planeta natal do personagem Spock, foi o preferido do público, mas União Astronômica Internacional preferiu Kerberos e Estige

Por Da Redação
Atualizado em 6 Maio 2016, 16h19 - Publicado em 4 jul 2013, 15h58

A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira que Kerberos e Estige foram oficialmente reconhecidos como os nomes da quarta e da quinta lua de Plutão. A decisão frustra milhares de participantes de uma enquete promovida na internet para balizar o batismo dos corpos celestes descobertos nos últimos dois anos. O nome mais votado foi Vulcan, planeta natal do personagem Spock, da série Star Trek (Jornada nas Estrelas), mas a IAU não topou a brincadeira e optou pelo segundo e terceiro lugar na preferência do público.

A IAU é um órgão formado por astrônomos de todo o mundo e arbitra a nomeação de corpos celestiais. No momento de sua descoberta, esses novos objetos recebem nomes simples, para fins de catalogação (as duas luas de Plutão eram conhecidas, por exemplo, como P4 e P5). Mas, na hora de batizá-los oficialmente, a entidade segue certas regras, como a preferência por termos que façam referência a figuras mitológicas.

As novas luas de Plutão foram descobertas em 2011 e 2012, durante observações do planeta anão realizadas pelo astrônomo Mark Showalter, do Instituto Seti, usando o telescópio espacial Hubble, da Nasa. Kerberos está localizada entre as órbitas de Nix e Hidra, dois satélites maiores descobertos em 2005. Já Estige está entre Caronte, a maior e mais próxima lua de Plutão, e Nix. Ambas possuem órbitas circulares, percorrendo o mesmo plano que os outros satélites do sistema. Kerberos tem um diâmetro estimado de 13 a 34 quilômetros, enquanto Estige deve possuir um formato irregular com 10 a 25 quilômetros de extensão.

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PLANETA ANÃO

Geralmente menores que o planeta Mercúrio, são corpos celestiais com massa suficiente para que sua gravidade os molde com uma forma definida (aproximadamente arredondada), que não sejam o satélite de outro planeta e compartilhem a órbita do Sol com outros objetos. Os cinco planetas anões conhecidos são Ceres, Haumea, Éris, Makemake e Plutão – rebaixado à categoria em 2006.

Depois da descoberta, Showalter decidiu realizar uma votação na internet para nomear os dois satélites. Na mitologia grega, Plutão é o deus do mundo inferior – a dimensão para onde as almas dos mortos são enviadas. Por isso, os nomes de todas as suas luas deveriam fazer alguma referência a essa lenda. Caronte é o barqueiro responsável por levar as almas até o mundo inferior, Hidra era uma serpente mitológica de nove cabeças, guardiã de uma das entradas para essa dimensão, e Nix, a deusa da noite. Assim, os dois novos satélites deveriam seguir essa mesma tendência. Mas não foi essa a opção do público.

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Homenagem nas estrelas – A maior parte dos participantes – mais de 174.000 – escolheu Vulcan, o deus grego do fogo. Cérbero ficou em segundo lugar, com mais de 99.000 votos, e Estige, em terceiro, com mais de 87.000.

Vulcan é o nome de um planeta que aparece na série Jornada nas Estrelas. É a terra natal de Spock, um dos personagens mais famosos da história da ficção científica. Em uma tentativa de homenagear a série – e recebendo o apoio de atores que interpretaram os personagens – uma legião de fãs participou da enquete, tentando nomear um satélite real com o nome do planeta fictício.

Com a votação finalizada, Mark Showalter enviou o resultado para a IAU. Mas o órgão vetou a homenagem, alegando que o nome já havia sido usado para batizar um hipotético e já descartado planeta entre o Sol e Mercúrio, e que o termo não fazia referências ao mundo inferior. Assim, uma das luas de Plutão ficou com o nome de Cérbero, um cachorro de muitas cabeças que guarda o mundo inferior. Como já existe um asteroide chamado 1865 Cérbero, a entidade escolheu sua forma grega, Kerberos. O outro satélite acabou batizado de Estige, a deusa que governa o rio que leva ao mundo inferior.

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