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Estudo mostra como o cérebro relaciona músicas e cores

Músicas mais agitadas se relacionam a cores claras e vivas, enquanto melodias lentas e tristes são ligadas a cores escuras e frias

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 10h21 - Publicado em 20 Maio 2013, 14h36

Um estudo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mostrou que o cérebro humano é capaz de fazer relações entre cor e música, dependendo das sensações que uma melodia provoca. Essas associações, segundo a pesquisa, podem superar barreiras culturais, como se todas as pessoas tivessem uma “paleta emocional” em comum.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Music-color associations are mediated by emotion

Onde foi divulgada: periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)

Quem fez: Stephen E. Palmer, Karen B. Schloss, Zoe Xu e Lilia R. Prado-León

Instituição: Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA; e Universidade de Guadalajara, no México

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Dados de amostragem: 97 participantes, sendo 48 dos estados Unidos e 49 mexicanos

Resultado: Os participantes relacionaram 18 trechos de música clássica e diversas cores. Os resultados do estudo mostram que pessoas de diferentes culturas (no caso, americanos e mexicanos) tendem a relacionar músicas e cores da mesma forma, escolhendo cores claras e vívidas para músicas mais animadas e cores escuras e frias para trechos mais tristes.

Participaram do estudo 97 voluntários, dos quais 48 residiam na região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos, e 49 em Guadalajara, no México. Eles escutaram 18 trechos de música clássica, de compositores como Bach e Mozart, e os associaram a uma paleta de 37 cores. Cada participante também classificou os trechos em uma escala de feliz a triste, forte a fraco e irritante a calmo.

Os cientistas observaram que pessoas do México e dos Estados Unidos fizeram as mesmas correlações. A tendência é que músicas mais rápidas sejam relacionadas a cores claras e vívidas, como amarelo, e melodias mais lentas, a tons escuros, acinzentados ou azulados.

“Os resultados foram muito consistentes para indivíduos e culturas diferentes e claramente apontam um papel importante que as emoções desempenham na maneira com que o cérebro humano ouve música e enxerga cores”, afirma Stephen Palmer, principal autor do estudo, publicado na última edição do PNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

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Emoções e cores – Outros dois experimentos tiveram como foco associações entre música e expressões faciais e entre expressões faciais e cores. Aqui também os resultados corroboram a hipótese de que “emoções em comum são responsáveis pela associação entre música e cor”, segundo Karen Schloss, coautora do estudo. Músicas mais agitadas foram relacionadas com expressões felizes, enquanto músicas mais lentas foram associadas à tristeza. Ao mesmo empo, os rostos felizes foram ligados ao amarelo e outras cores claras, e expressões sombrias foram associadas a tons de vermelho escuro.

Para os autores, os resultados podem ter implicações em terapias criativas, na propaganda e até em softwares de execução de música, que poderiam, por exemplo, criar imagens animadas em sintonia com a música que está sendo tocada, em vez de utilizar padrões aleatórios. Eles também acreditam que o estudo pode fornecer evidências para o estudo da sinestesia, condição neurológica que faz com que o estímulo de um sentido provoque reações de outro. Os pesquisadores agora planejam repetir o estudo com participantes de países de diferentes tradições musicais, como China e Turquia.

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