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Companhia russa anuncia plano para construir base na Lua

A empresa Lin Industrials afirmou estar pronta para levantar um acampamento no satélite em até dez anos

Uma empresa russa anunciou na última semana que está pronta para construir uma base na Lua. Assim que a agência espacial do país der permissão, a companhia Lin Industrial afirmou ser capaz de montar uma base em dez anos, ao custo de 9,3 bilhões de dólares (cerca de 25 bilhões de reais), de acordo com a agência de notícias Tass.

A empresa, que está desenvolvendo o foguete russo Taimyr, planejou a base com o uso de tecnologia e projetos já existentes, que poderiam ser fabricados nos próximos cinco anos. A base seria construída perto da montanha Malapert, que fica no polo Sul da Lua. “Essa é uma região plana, com vista direta para a Terra, que oferece boas condições de comunicação e é um lugar confortável para pousos. O Sol brilha em 89% do dia nessa montanha e a noite, que acontece várias vezes ao ano, dura cerca de três ou seis dias”, disse Alexandre Ilyin, designer-chefe da companhia à Tass.

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Ilyin afirmou que a base seria feita em duas etapas. Na primeira, em que seria construído um posto avançado, dois astronautas habitariam a estação, enquanto no segundo estágio haveria mais quatro tripulantes. Os primeiros cinco anos seriam destinados à construção das condições básicas para a vida na Lua, com 13 lançamentos de foguetes que carregariam os equipamentos e outros 37 lançamentos destinados à manutenção da base. Para isso, a empresa usaria um foguete do tipo Angara e também uma nave como a Soyuz.

Cautela – Em entrevista à agência de notícias, Lev Zeleny, diretor da Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia Russa de Ciências, afirmou que o plano está relacionado ao retorno do interesse russo na exploração da Lua, mas ainda é cedo para falar sobre a construção de um acampamento.

De acordo com Zeleny, antes de fazer um projeto assim, é necessário selecionar com precisão o lugar do pouso, desenvolver tecnologias que garantam e mantenham a vida dos astronautas no satélite, além de assegurar a segurança contra radiações – que são altas no espaço. Esses estudos são desenvolvidos pela Academia Russa de Ciências e pela agência espacial russa, mas ainda não estão finalizados.

“Mas é ótimo que sonhem. Há pessoas talentosas nessa equipe e muitos de seus projetos podem ser úteis no futuro”, afirmou Zeleny.