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Colisor de hádrons detecta variedade pesada de partícula subatômica

Por Fabrice Coffrini Atualizado em 6 Maio 2016, 16h50 - Publicado em 22 dez 2011, 18h37

O acelerador de partículas conhecido como grande colisor de hádrons (LHC, na sigla em inglês), engajado na busca pelo bóson de Higgs ou “partícula de Deus”, econtrou uma variedade mais pesada de uma partícula subatômica descoberta inicialmente um quarto de século atrás, informaram cientistas nesta quinta-feira.

A nova partícula, chamada Chi-b(3P), foi descoberta em meio a destroços de prótons que colidiram, segundo uma pesquisa publicada no jornal online arxiv.

Assim como a elusiva partícula de Deus e o fóton, trata-se de um bóson, o que significa que é uma partícula que carrega força.

Mas embora não se acredite que o bóson de Higgs seja feito de partículas menores, o Chi-b(3) compreende duas partículas relativamente pesadas: o quark beleza e seu antiquark.

Eles são ligados pela denominada força “forte”, que também faz os núcleos atômicos ficarem unidos.

A Chi-b(3P) é uma versão mais pesada de uma partícula observada pela primeira vez cerca de 25 anos atrás.

“A Chi-b(3P) é uma partícula que foi prevista por muitos teóricos, mas não foi observada em experimentos anteriores”, afirmou James Walder, físico britânico citado pela Universidade de Birmingham em um comunicado de imprensa.

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Descrito por alguns como a maior máquina do mundo, o grande colisor de hádrons está localizado em um túnel em forma de anel com 27 km perto de Genebra, que de espalha pela fronteira franco-suíça a 175 metros de profundidade.

Correntes de prótons são disparadas em direções opostas, mas paralelas, no túnel.

Os feixes são, então, subjugados por poderosos ímãs de forma que alguns dos prótons colidam em quatro gigantescos laboratórios, alinhados com detectores para registrar os destroços subatômicos resultantes.

No último dia 13, físicos da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern) afirmaram ter reduzido o campo de busca pelo bóson de Higgs, que pode conferir massa.

A teoria por trás do bóson é que a massa não deriva das partículas. Ao invés disso, vem de um bóson que interage fortemente com algumas partículas e menos, quando interage, com outras.

Encontrar a Chi-b(3P) será um teste futuro para a potência do LHC, que se tornou o maior colisor de partículas do mundo, quando foi concluído, em 2008.

“Nossas novas medições são uma grande forma de testar cálculos teóricos das forças que atuam em partículas fundamentais, e nos levará mais perto do entendimento de como o universo se mantém unido”, explicou Miriam Watson, cientista britânica que trabalha na pesquisa com o CHi-b(3).

Esforço colaborativo maciço que atrai cientistas de todo o mundo, o LHC custou mais de 6,03 bilhões de francos suíços (US$ 4,5 bilhões).

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