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Cientistas descobrem padaria de 3 mil anos com restos intactos de farinha

A grande encontrada sugere que o local chegou a armazenar até 3,5 toneladas do elemento e que tenha servido para produção massiva de pães

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
31 Maio 2023, 14h45

Na região oeste da Armênia fica uma dos sítios arqueológicos mais famosos do país, o Metsamor. Desde a década de 1960, cientistas exploram a região e, mais recentemente, um grupo de pesquisadores estabelecido em 2013 encontrou os resquícios de um prédio que foi queimado e cuja função, até há algumas semanas, era desconhecida. No entanto, a análise de um pó que estava espalhado pelo antigo prédio trouxe respostas. 

Os arqueólogos responsáveis pela escavação acreditavam que a poeira era composta apenas por cinzas, mas uma análise recente mostrou que os sacos de resíduos coletados, na verdade, são resquícios de farinha que foram preservados por mais de 3 mil anos. O achado sugere que as ruínas pertencem ao que foi, um dia, uma grande padaria. 

Encontrar resíduos orgânicos preservados por tanto tempo é uma raridade, ainda mais em quantidades tão grandes. Os pesquisadores acreditam que, devido ao vultoso volume, até três toneladas e meia da substância tenha sido armazenada no local.

Apesar da relação óbvia entre farinha e panificação, pode ser que o prédio tivesse uma outra função. Na região em que se localiza a Armênia, chamada de transcaucásia, existem registros de que o elemento era utilizado para adivinhações, o que pode alterar a atual interpretação histórica. 

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Vista aérea de Metsamor. Na parte inferior é possível ver o muro da fortificação e, no centro, o local onde as cinzas foram encontrados.
Vista aérea de Metsamor. Na parte inferior é possível ver o muro da fortificação e, no centro, o local onde as cinzas foram encontrados. (Patryk Okrajek/Centro Polaco de Arqueologia Mediterrânica da Universidade de Varsóvia/Reprodução)

Independentemente disso, o prédio já teve destinações diferentes. De acordo com os arqueólogos, as estruturas da construção, que era formada por 18 colunas de madeira, são muito antigas e podem ter sido construídas entre 11 e 9 milênios a.C. Contudo, as fornalhas também encontradas no local são muito mais recentes, o que sugere que as atividades desenvolvidas no local foram readequadas ao longo do tempo. 

No início da idade do metal, quando o prédio foi construído, Metsamor chegou a ocupar uma área de 100 hectares. Posteriormente, por volta de 4 mil a.C. a região voltou a ser habitada por um assentamento fortificado, mas, desta vez, muito menor, com apenas 10 hectares. Acredita-se que a região tenha se mantido economicamente ativa de maneira ininterrupta até meados do século XVII.

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