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Cientistas criam atlas do epigenoma humano

A epigenética determina quando e como, por influências do ambiente, certos genes são ativados nas diferentes células que compõem o organismo

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h06 - Publicado em 19 fev 2015, 18h36

Mais de uma década depois da conclusão do Projeto Genoma, que identificou os mais de 3 bilhões de pares de bases que compõem o conjunto de genes da nossa espécie, cientistas anunciaram o primeiro mapeamento da epigenética humana, que estuda o efeito de influências externas na manifestação dos genes. Um conjunto de 24 estudos sobre o assunto foi publicado na quarta-feira na revista científica Nature e em outros seis periódicos do grupo.

Todas as células no organismo de uma pessoa têm o mesmo conjunto de genes. O que explica que elas realizem funções tão diferentes é a epigenética, o padrão químico que, influenciado por fatores externos, determina quais genes são ativados e desativados em cada tipo de célula. Para os cientistas, o novo mapeamento pode ajudar a entender a origem de enfermidades como câncer, autismo e doenças cardíacas.

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O projeto inclui a análise epigenética de diversos tecidos, tanto de pessoas saudáveis quanto de portadoras de algumas doenças. Ele traz informações sobre como o epigenoma afeta a expressão dos genes, como ele muda durante a diferenciação das células-tronco e como se modifica quando um indivíduo adoece.

Joseph Costello, diretor de um dos centros de estudo e pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que algumas linhas de pesquisa focam no genoma e outras no epigenoma. “Os cientistas trabalhavam praticamente em paralelo. Nos últimos cinco ou seis anos começaram a trabalhar juntos, porque as mutações mais comuns que provocam o câncer afetam a regulação epigenômica”, diz.

(Da redação de VEJA.com)

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