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Astrônomos encontram galáxia mais distante já descoberta

Imagem revelada a partir do Telescópio Hubble está tão distante que sua luz levou 13,1 bilhões de anos para chegar à Terra

Por Da Redação
Atualizado em 6 Maio 2016, 16h16 - Publicado em 24 out 2013, 09h00

Astrônomos americanos confirmaram a descoberta da galáxia mais distante – e antiga – já encontrada. O grupo de estrelas está tão distante que a luz que chega na Terra foi emitida apenas 700 milhões de anos após o Big Bang, quando o universo tinha apenas 5% dos 13,8 bilhões de anos atuais. A pesquisa que descreve a descoberta da galáxia z8 – GND- 5296 foi publicada nesta quarta-feira na revista Nature.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: A galaxy rapidly forming stars 700 million years after the Big Bang at redshift 7.51

Onde foi divulgada: periódico Nature

Quem fez: Bahram Mobasher, entre outros pesquisadores

Instituição: Universidade da Califórnia, EUA

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Resultado: Os pesquisadores descobriram que a galáxia mais distante já encontrada: a z8 – GND- 5296.

Para realizar sua pesquisa, os astrônomos utilizaram fotografias obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Eles analisaram imagens de um projeto chamado Candels, que levou 900 horas para catalogar cerca de 100.000 galáxias, e escolheram, a partir de sua cor, aquelas que eram candidatas a ser mais antigas. O problema é que o uso de cores para classificar a antiguidade de uma galáxia nem sempre é confiável, pois alguns objetos próximos podem acabar se passando por distantes.

Para medir a distância até as outras galáxias de forma definitiva, os astrônomos costumam usar a espectroscopia – técnica que analisa os comprimentos de onda emitidos por determinados objetos. Quando a luz de uma estrela muito distante viaja até a Terra, a expansão do Universo faz com que seu comprimento de onda também se alongue, se deslocando para as faixas mais vermelhas do espectro luminoso. Desse modo, os pesquisadores conseguem usar a expansão do Universo – e o seu efeito sobre a luz – para calcular há quanto tempo determinado objeto luminoso emitiu seu brilho.

A descoberta só foi possível graças a um novo instrumento instalado no telescópio Keck, no Havaí. O Mosfire é capaz de detectar luz infravermelha – uma região do espectro para onde a luz emitida de galáxias muito distantes costuma ser deslocado – e analisar diversos objetos ao mesmo tempo. Por isso, os pesquisadores utilizaram o equipamento para analisar os comprimentos de onda de 43 galáxias selecionadas a partir das imagens do telescópio Hubble.

Descobriram assim que a galáxia z8 – GND- 5296 era a mais antiga de todas, de 700 milhões de anos após o início do Universo. É a galáxia mais distante já descoberta pela técnica. “O que torna esta galáxia única, em comparação com outras descobertas do tipo, é a confirmação espectroscópica de sua distância”, diz Bahram Mobasher, professor de física e astronomia da Universidade da Califórnia.

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Universo antigo – Segundo os cientistas, o estudo de galáxias distantes é importante pois ele ajuda a explicar como as estrelas e galáxias se comportavam no passado. Quanto mais distante ela estiver, mais no passado terá existido. “Quando observamos uma galáxia tão distante no tempo, estudamos a primeira formação de galáxias. Ao comparar as propriedades de galáxias a distâncias diferentes, podemos explorar como elas evoluíram ao longo da idade do Universo”, diz Mobasher.

Assim, as observações dos cientistas mostraram que a z8 – GND- 5296 está formando novas estrelas de forma extremamente rápida, produzindo a cada ano cerca de 300 vezes a massa do Sol. Em comparação, a Via Láctea forma entre duas e três estrelas por ano.

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Segundo o estudo, a galáxia se encontra na mesma parte do céu noturno que a recordista de distância anterior – que também tinha uma elevada taxa de formação estelar. “Essa observações nos ajudam a aprender algo sobre o Universo distante “, diz Steven Finkelstein , pesquisador da Universidade do Texas que participou do projeto. “Esses dados nos levam a concluir que há muitas mais regiões de alta formação estrelar do que se pensava anteriormente. Deve haver um bom número deles, já que encontramos dois na mesma área do céu.”

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