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As consequências da intensa explosão solar que afetou a Terra

O evento lançou uma gigantesca nuvem de partículas eletricamente carregadas em direção ao nosso planeta

Por Redação 20 jan 2026, 11h03 •
  • Uma poderosa explosão no Sol, que aconteceu no último fim de semana, provocou efeitos marcantes na Terra na segunda-feira, 19. O fenômeno trouxe consequências importantes para sistemas tecnológicos e criou alertas de segurança no espaço.

    A explosão foi uma das mais fortes que o Sol pode produzir e lançou uma gigantesca nuvem de partículas eletricamente carregadas em direção ao nosso planeta. Essa nuvem viajou pelo espaço a aproximadamente 1.700 quilômetros por segundo — cerca de cinco vezes mais rápida que a velocidade da Terra ao redor do Sol — até atingir nosso campo magnético protetor.

    Quando chegou aqui, por volta das 15h38 (horário de Brasília), desencadeou uma tempestade de radiação classificada pelos cientistas americanos como “severa”. Este é o evento mais intenso do tipo registrado em mais de 20 anos, superando tempestades semelhantes observadas desde outubro de 2003.

    A principal preocupação imediata foi com a segurança dos astronautas. A Estação Espacial Internacional, que no momento opera com apenas três tripulantes, entrou em estado de alerta devido ao aumento significativo nos níveis de radiação no espaço. Essa radiação pode representar riscos tanto para a saúde dos astronautas quanto para o funcionamento dos equipamentos eletrônicos da estação.

    Impactos na tecnologia

    Aqui na Terra, os efeitos foram variados. Órgãos especializados alertaram para problemas em comunicações de rádio de longa distância e possíveis falhas em sistemas de GPS, afetando principalmente voos que passam próximos aos polos e operações com drones.

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    O impacto no campo magnético terrestre também produziu um efeito colateral espetacular: auroras — aquelas cortinas de luz colorida no céu — foram vistas em locais incomuns. O fenômeno luminoso foi registrado na Europa, no Canadá e, surpreendentemente, também no hemisfério sul, com observações na região do Cabo, na África do Sul.

    Especialistas notaram, porém, que as auroras apareceram em uma área menor do que seria esperado para uma tempestade tão intensa. Isso aconteceu porque, após o impacto inicial, a orientação do campo magnético contido na nuvem de partículas solares acabou reduzindo a transferência de energia para o campo magnético da Terra. Como resultado, as auroras ficaram restritas principalmente a regiões mais próximas dos polos durante boa parte do evento.

    O monitoramento da situação continua ativo. Tempestades dessa magnitude podem provocar instabilidades nas redes de energia elétrica e afetar satélites que orbitam próximos à Terra, fazendo com que sofram maior resistência da atmosfera superior e possam perder altitude mais rapidamente que o normal.

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