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A conclusão da Guarda Costeira dos EUA a respeito da implosão do Titan

Avaliação surge de uma investigação de alto nível conduzida pela agência, cujas descobertas lançam luz sobre as múltiplas falhas que levaram à tragédia

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 ago 2025, 10h24 • Atualizado em 5 ago 2025, 10h34
  • Um novo relatório da Guarda Costeira dos Estados Unidos, divulgado nesta terça-feira, 5, concluiu que o desastre do submersível Titan, em 2023, que resultou na morte de cinco pessoas durante uma expedição aos destroços do Titanic, foi “prevenível”. Esta avaliação surge de uma investigação de alto nível conduzida pela agência, cujas descobertas lançam luz sobre as múltiplas falhas que levaram à implosão da embarcação.

    O incidente, que ocorreu na costa do Canadá em junho de 2023, capturou a atenção mundial enquanto uma extensa operação de busca era montada após o desaparecimento do Titan. Infelizmente, a busca terminou com a confirmação de que não houve sobreviventes, e os destroços do submersível foram recuperados do fundo do oceano. O Titan era operado pela OceanGate, uma empresa privada com sede em Washington, e seu CEO, Stockton Rush, estava entre os falecidos.

    Os investigadores apontaram uma série de deficiências cruciais que contribuíram para a tragédia. Eles determinaram que o design do submersível, seu processo de certificação, a manutenção e a inspeção eram todos inadequados. Além disso, uma declaração da Guarda Costeira revelou a existência de uma “cultura de trabalho tóxica” dentro da OceanGate. Essa alegação foi reforçada por inúmeros ex-funcionários que se manifestaram nos dois anos seguintes à implosão, corroborando as preocupações sobre o ambiente de trabalho na empresa.

    A missão da OceanGate foi também comprometida pela ausência de uma estrutura regulatória clara, tanto em nível doméstico quanto internacional, que pudesse orientar e fiscalizar as operações de submersíveis. Jason Neubauer, do Conselho de Investigação Marítima, enfatizou que as conclusões deste relatório são essenciais para evitar futuras ocorrências similares. Ele sublinhou a necessidade premente de uma “supervisão mais forte e opções claras para operadores que estão explorando novos conceitos fora da estrutura regulatória existente”.

    This undated image courtesy of OceanGate Expeditions, shows their Titan submersible being towed to a dive location. Rescue teams expanded their search underwater on June 20, 2023, as they raced against time to find a Titan deep-diving tourist submersible that went missing near the wreck of the Titanic with five people on board and limited oxygen. All communication was lost with the 21-foot (6.5-meter) Titan craft during a descent June 18 to the Titanic, which sits at a depth of crushing pressure more than two miles (nearly four kilometers) below the surface of the North Atlantic. (Photo by Handout / OceanGate Expeditions / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT
    Imagem sem data, cortesia da OceanGate Expeditions, mostra o submersível Titan sendo rebocado para um local de mergulho – (OceanGate Expeditions/AFP)
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    O desastre do Titan não apenas custou a vida de cinco indivíduos, mas também provocou a abertura de processos judiciais e reforçou os apelos por regulamentações mais rigorosas para a emergente indústria de expedições privadas em águas profundas. Este relatório é um passo significativo para aprimorar a segurança e a governança nesse setor desafiador e de alto risco.

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