A zona sul do Rio de Janeiro é, atualmente, o principal polo de furtos de celulares no estado. Dados do Instituto de Segurança Pública revelam que a região registrou 10.586 furtos de aparelhos em 2025 — o equivalente a um celular subtraído a cada meia hora —, um salto de 29% em relação ao ano anterior.
Os roubos também aumentaram, chegando a 2.037 casos, com alta de 12%. Quatro delegacias da área figuram entre as oito com mais ocorrências no estado, com destaque para a 14ª DP (Leblon) e a 9ª DP (Catete), que tiveram aumentos superiores a 50%.
O risco se intensifica em períodos de grande movimentação. Durante o Carnaval de 2025, um celular foi furtado ou roubado a cada seis minutos na capital. O mês de março, que concentrou a folia, respondeu pelo maior volume de casos do ano: 4.613 furtos e 2.469 roubos. A combinação de fluxo intenso de turistas, blocos de rua e eventos a céu aberto transforma a região, especialmente áreas como Copacabana e Ipanema, em alvo constante para a ação de criminosos.
O estado do Rio encerrou 2025 com um recorde histórico: 72.228 registros de roubos e furtos de celulares, o maior número desde o início da série em 2003. Tanto na capital quanto no estado, os furtos cresceram 25% e os roubos, 23%. A comparação entre os meses de carnaval de 2024 e 2025 mostra um aumento de 14% nesses crimes, reforçando a relação direta entre aglomerações e a escalada da criminalidade contra patrimônio.
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Embora os roubos a celulares sejam mais frequentes em regiões da Baixada Fluminense, são os furtos — cometidos sem violência ou ameaça aparente — que predominam na zona sul, uma dinâmica criminal adaptada ao perfil de circulação e distração característico da área.