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Vereador da base de Paes é preso em operação contra Comando Vermelho

Salvino Oliveira (PSD) teria 'negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o 'Doca', autorização para realizar campanha eleitoral'

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2026, 09h47 •
  • A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira, 11, o vereador Salvino Oliveira (PSD) no âmbito da Operação Contenção Red Legacy, contra a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). Além dele, seis policiais militares foram detidos. Salvino é aliado do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual. O parlamentar alega inocência.

    Salvino é investigado por supostamente ter “negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o ‘Doca’, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho”. Ele teria “articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local”, como a instalação de quiosques na região.

    A ação também mira familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, líder histórico da facção. Entre eles, está Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa de Marcinho VP e mãe do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Ela é considerada foragida. O sobrinho de Marcinho, Landerson Lucas dos Santos, também é procurado.

    “O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o ‘Marcinho VP’, no funcionamento dessa engrenagem criminosa. Segundo apurado, Márcia Gama, esposa do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos”, disse a Polícia Civil em nota.

    + Quem é Oruam, rapper foragido após mais de 60 violações à tornozeleira eletrônica

    “Outro investigado apontado como peça relevante na estrutura é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a investigação, ele exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder do grupo”, acrescentou.

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    Ao todo, agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumprem 13 mandados de prisão. As investigações, segundo a corporação, revelaram a “existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país”.

    Como parte do esquema, criminosos se passavam por policiais militares “para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações”. A corporação reiterou que “tais condutas representam traição à instituição e não refletem a atuação da grande maioria dos profissionais da segurança pública, que desempenham seu trabalho com dedicação e compromisso com a sociedade”.

     

     

     

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