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UFF concede título de Doutora Honoris Causa a Lia de Itamaracá, a rainha da ciranda

Homenagem será realizada durante a 14ª edição do Festival Interculturalidades, de 28 de setembro a 4 de outubro, no Centro de Artes da universidade, em Niterói

Por Valentina Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2025, 16h44 • Atualizado em 17 set 2025, 16h48
  • A cirandeira pernambucana Lia de Itamaracá, de 81 anos, reconhecida como uma das maiores artistas da tradição afro-indígena do país, será homenageada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com o título de Doutora Honoris Causa. Esta é a primeira vez que a instituição concede a honraria a uma personalidade fora da área acadêmica. A cerimônia será realizada no dia 29 de setembro, durante a 14ª edição do Festival Interculturalidades, no Centro de Artes UFF, em Niterói.

    Nascida como Maria Madalena Correia do Nascimento, filha de uma empregada doméstica e de um agricultor, Lia entoa desde 1970 cirandas que se tornaram clássicos da cultura popular brasileira. A “dama da ciranda” acumula títulos e prêmios, transformando-se em símbolo de resistência e perpetuação das tradições culturais.

    “Quanto mais eu receber homenagens, melhor. O bom é receber enquanto estou viva. Se alguém tem que fazer alguma coisa por mim, que faça comigo viva. Aí, eu posso gritar independência ou morte! Viva o Brasil. Eu tô viva! E tem mais: quando a pessoa vem de baixo, e sobe, não desce mais não. Eu sou Lia!”, entoa a artista.

    Além da homenagem a Lia de Itamaracá, a UFF também concederá o título de Notório Saber em Saberes, Artes e Ofícios Tradicionais a três mestres da cultura ancestral: Mestra Marilda, do Quilombo Santa Rita do Bracuí (Angra dos Reis); Mestre Ogã Kotoquinho, das Filhas de Gandhy (Baixada Fluminense); e Mestra Fatinha do Jongo do Pinheiral.

    O Interculturalidades chega à sua 14ª edição com o tema “Encantações do Brasil”, que celebra o país como um lugar em que cotidiano e extraordinário se entrelaçam. A proposta é consolidar a universidade como espaço aberto a diferentes formas de conhecimento, aproximando a produção acadêmica dos saberes tradicionais.

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    “Queremos uma universidade que reconhece, valoriza e integra os saberes tradicionais como parte de sua cultura acadêmica. Ao homenagear Lia de Itamaracá e mestres da cultura popular, a UFF reafirma seu compromisso com a diversidade e com a democratização do conhecimento”, afirmou o reitor Antônio Cláudio.

    Para o diretor de Artes da UFF, Leonardo Guelman, o festival cumpre uma missão estética e política ao ampliar o papel da universidade:

    “O Interculturalidades é um encontro em que as artes se tornam linguagem de transformação. Ao reunir mestres da tradição popular e artistas contemporâneos, a universidade cria um território de diálogo que rompe fronteiras entre o saber acadêmico e a criação cultural do povo”, aponta.

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    Durante o evento, também será realizada uma residência artística com 25 jovens lideranças de comunidades tradicionais do Rio de Janeiro, promovendo intercâmbio entre mestres e novas gerações, com foco em memória, ancestralidade e tecnologia social.

    O Festival Interculturalidades é realizado pela Fundação Euclides da Cunha de Apoio Institucional à UFF e conta com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ).

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