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Tragédia aérea em Vinhedo: a dor das vidas interrompidas

Quatro tripulantes e 58 passageiros morreram

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 ago 2024, 06h00 • Atualizado em 16 ago 2024, 11h34
  • Uma tragédia aérea não se encerra no choque do acidente. Apunhala, com uma dor indescritível e insistente, os familiares e amigos das vítimas. Traumatiza as testemunhas oculares. Mobiliza técnicos e autoridades em busca de respostas. Assusta um mundo de gente que, mesmo ciente da baixa frequência das quedas de avião, teme por si e pelos entes queridos no próximo embarque. Sobretudo, abala qualquer ser humano que se vê confrontado com a interrupção de uma trajetória de vida. Sessenta e duas delas terminaram assim, cruel e prematuramente, no desastre com uma aeronave que decolou de Cascavel, no Paraná, a caminho de Guarulhos. O voo 2283 da companhia Voepass não chegou ao seu destino. Teve um fim abrupto no colapso do bimotor de porte médio ATR-72-212A, que despencou sobre um condomínio de Vinhedo, no interior paulista. Quatro tripulantes e 58 passageiros morreram, entre eles o empresário Deoclides Zini Júnior e a fisioterapeuta Kharine Gavlik Pessoa Zini, velados e homenageados em sua cidade natal, Cascavel. O casal, que deixa dois filhos, teve sua história barrada na última sexta-feira, 9, assim como médicos, empreendedores, estudantes e outros brasileiros com planos e sonhos frustrados pelo quinto pior acidente aéreo da história nacional. Investigações sobre a causa da pane seguem em curso meticuloso. É o mínimo que se espera: entender a origem de uma tragédia para que outras não se repitam.

    Publicado em VEJA de 16 de agosto de 2024, edição nº 2906

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