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Tensão marca a passagem de bastão de Rui Costa e Gleisi no Planalto

Ministros, que deixarão os cargos para disputar vagas no Senado, querem manter influência sobre suas pastas

Por Daniel Pereira 7 mar 2026, 18h45 • Atualizado em 8 mar 2026, 09h33
  • Dois dos mais importantes ministros do governo Lula, Rui Costa, chefe da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, deixarão os cargos, como determina a legislação eleitoral, a fim de disputar vagas para o Senado. Ele, na Bahia. Ela, no Paraná.

    Na teoria, as transições nas duas pastas deveriam ocorrer de forma tranquila, já que os substitutos exercerão um mandato-tampão e dificilmente serão mantidos nos cargos caso Lula conquiste a reeleição. Na pratica, no entanto, sobram tumulto e disputa de poder nos bastidores.

    Na Casa Civil, a tendência é a atual secretária-executiva Miriam Belchior, ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff, assumir no lugar de Costa. O ministro, no entanto, quer que um fiel aliado dele, Marcus Cavalcanti, seja promovido da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) para a função de numero dois do ministério. Cavalcanti é um dos responsáveis por negociar investimentos com os chineses, uma pauta cara a Rui Costa, que, por isso mesmo, está empenhado em colocar o apadrinhado numa posição melhor na estrutura de poder.

    Já o sucessor de Gleisi Hoffmann será Olavo Noleto, secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, colegiado formado por empresários, trabalhadores e líderes de movimentos sociais com o alegado objetivo de aconselhar Lula e ajudar na formulação de políticas públicas.

    Nos bastidores, diz-se que Gleisi quer manter praticamente toda a equipe dela na Secretaria de Relações Institucionais, enquanto Noleto faz o que pode para ter um pouco de autonomia na montagem do futuro elenco. Com cargos no Planalto desde o primeiro mandato de Lula, Noleto é próximo ao antecessor de Gleisi na articulação política, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que não é do mesmo grupo da ex-presidente do PT.

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    Porta-vozes do chefe

    Desde o inicio do terceiro mandato de Lula, Rui Costa e Gleisi Hoffmann assumiram a função de falar publicamente aquilo que, muitas vezes,  o presidente não podia dizer. Os dois tomaram a frente, por exemplo, nas criticas a certas propostas de ajuste fiscal defendidas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, segundo eles, poderiam afetar investimentos e programas sociais.

    Quando Lula convocou Gleisi para ocupar um gabinete no Planalto, a primeira reação dos assessores foi afirmar que a vida de Haddad, que já era alvo de fogo amigo, se tornaria ainda mais difícil dali em diante. Que seus principais adversários internos estariam 24 horas por dia nos ouvidos do presidente. Que Haddad perderia força e influência. Não foi o que ocorreu.

    Como mostram as pesquisas, quem perdeu e muito nos últimos tempos foi o governo Lula, desgastado por uma pauta considerada envelhecida, por falta de rumo e por muita disputa interna, na qual Rui Costa e Gleisi Hoffmann sempre tiveram papel de destaque.

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