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Temer processa Joesley por danos morais, calúnia e difamação

Presidente ingressou com dois processos contra o empresário, um na Justiça Federal e outro na Justiça comum

Por Da redação
19 jun 2017, 15h29 • Atualizado em 4 jun 2024, 21h04
  • O presidente Michel Temer finalizou na manhã desta segunda-feira duas ações contra o dono da JBS, Joesley Batista, cujo acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal atingiu em cheio o peemedebista. Temer ingressou com os dois processos na Justiça pouco antes de embarcar para viagem de cinco dias à Rússia e Noruega. Uma das ações será por danos morais, em que o presidente pede indenização financeira, e a segunda, uma queixa-crime por difamação, calúnia e injúria e crimes contra a honra. Michel Temer decidiu acionar o advogado do PMDB, Renato Oliveira Ramos, para representar contra Joesley. A ação criminal foi impetrada na Justiça Federal e a cível, na Justiça comum.

    Na ação inicial, Temer não estabeleceu um valor de indenização, mas isso poderá ser feito em um segundo momento, se o juiz indicar a possibilidade de especificacão de um montante. A ideia do presidente, caso consiga ganhar as ações na Justiça, é doar os valores referentes a elas a uma instituição da caridade.

    As ações judiciais foram motivadas pela entrevista de Joesley à revista Época, em que o dono da JBS acusa Temer de ser “chefe de organização criminosa”. “Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa”, disse o delator à publicação.

    O peemedebista dedicou uma parte do fim de semana para discutir com seus advogados não só as ações a ser apresentadas na Justiça contra o delator, anunciadas no sábado;; no feriado, Temer se reuniu também com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, que vai ajudá-lo na defesa da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar contra ele nos próximos dias.

    O presidente já deixou o Planalto em direção à base aérea de Brasília, onde embarcará para a Rússia. Nesse período, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, permanecerão na capital monitorando ações contra o governo e trabalhando pela reaglutinação da base aliada.

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    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumirá o comando do país com a viagem de Michel Temer, não deve ir ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira, já que está em Pernambuco. Ele deve começar a despachar no gabinete presidencial nesta terça-feira.

    Veja a íntegra da ação de Temer contra Joesley:

    (com Estadão Conteúdo)

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