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Suspeito no caso Marielle já chegou a ser preso por homicídio

Também chamado de Thiago Milícia, ele ficou três anos na cadeia. Polícia já recebeu sete denúncias sobre seu envolvimento em outros crimes

Por Fernando Molica e Luisa Bustamante 30 Maio 2018, 17h46

Apontado por uma testemunha como envolvido na morte da vereadora Marielle Franco (Psol) e preso nesta terça, 29, Thiago Bruno Mendonça, o Thiago Macaco, já esteve na prisão outras duas vezes. Em um dos casos, ele foi acusado – e depois absolvido – de participação em um outro homicídio. Neste processo, ele também foi chamado pelo apelido de Thiago Milícia.

Segundo a denúncia do Ministério Público, ele, como integrante de uma torcida organizada do Flamengo, havia participado, em 2012, do assassinato do vascaíno Diego Martins Leal. Por ordem da Justiça, ficou preso três anos – foi solto em janeiro de 2016. Em julho do ano seguinte, ele e outro denunciado foram absolvidos pelo Tribunal do Júri.

Thiago Macaco foi preso na terça, 29, por determinação da 2ª Vara Criminal. A decisão está relacionada à morte, no dia 8 de abril, de Carlos Alexandre Pereira Maria, o Cabeça, que prestava serviços ao vereador Marcello Siciliano (PHS). Segundo uma testemunha, Thiago foi encarregado de clonar o carro que seria utilizado no assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março.

Desde o dia 8 de maio, a polícia recebeu sete denúncias sobre o envolvimento de Thiago em crimes. Uma delas reafirma que ele foi responsável pela clonagem do carro que teria sido usado pelos assassinos da vereadora. As denúncias também o apontavam como responsável pela morte de Carlos Alexandre.

A mesma testemunha afirmou que Thiago tinha ligação com o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, que controla uma milícia na localidade de Boiúna, em Jacarepaguá (Zona Oeste do Rio). Registros da polícia revelam que Thiago morou na mesma comunidade dominada por Orlando. Segundo o delator, Orlando e Siciliano manifestaram interesse na morte de Marielle.

Em outro processo, que ainda tramita no Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, Thiago e outros dois homens são acusados de roubo de ingresso de um jogo de futebol. Ele chegou a ficar preso por seis dias.

 

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