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Segundo sócio da boate Kiss se entrega à polícia

Mauro Hoffmann era considerado foragido. Sócios estão presos porque o Ministério Público suspeita que houve adulteração de provas

Por Luís Bulcão, de Santa Maria 28 jan 2013, 14h28

O empresário Mauro Hoffmann, um dos sócios da boate Kiss, de Santa Maria, se entregou à polícia às 14h15 desta segunda-feira. Com a prisão temporária decretada, ele era considerado foragido e chegou acompanhado de um advogado. Hoffmann é a quarta pessoa presa após o incêndio na casa noturna, que deixou 231 mortos na madrugada de domingo. As prisões foram decretadas porque o MInistério Público suspeita de adulteração de provas que poderiam comprovar irregularidades na casa noturna

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Mais cedo, foram detidos outro proprietário do estabelecimento, Elissandro Spohr, e dois músicos da banda Gurizada, que se apresentavam no momento do incidente. Todas as prisões foram decretadas em caráter temporário de cinco dias, podendo ser estendidas.

O Ministério Público passou a suspeitar da adulteração de provas porque os proprietários da boate não forneceram imagens das câmeras internas de segurança aos órgãos de investigação e tampouco repassaram os registros do caixa registradora, que poderia comprovar o número de pessoas que entraram no local naquela a noite. Baseando-se no depoimento de 17 testemunhas, além de imagens de vídeo e conclusões da perícia técnica, a polícia acredita que mais de 1,5 mil pessoas estavam no local. A polícia afirma que a capacidade máxima aprovada para a boate seria de apenas mil pessoas.

“Após ouvir testemunhas, a polícia entendeu que era o caso de pedir a prisão. No momento não queremos apontar culpados, mas elucidar o acontecimento. Depois das investigações, se houver responsáveis, eles serão apontados”, destacou o chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Ranolfo Vieira Júnior, que aponta três frentes de investigação: “A primeira é a prova testemunhal, ou seja, ouvir as pessoas que estavam presentes e as pessoas que costumavam frequentar o local. A segunda, a prova da perícia, que também é importante. A terceira, a prova documental, que consiste em verificar se o local funcionava com os documentos devidos”.

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O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, esteve esta manhã na 1ª Delegacia Policial de Santa Maria. “Estou aqui para tomar conhecimento do inquérito. Foi um evento que proporcionou lesões muito graves. É um momento que exige qualidade técnica, profundidade e responsabilidade”, disse. “Quero garantir que o inquérito seja exemplar, que dele possam decorrer, a partir de iniciativas do MP, modificações legislativas nos planos federal, municipal e estadual, para que isso nunca mais aconteça.”

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Com Estadão Conteúdo

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