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Sarkozy e Carla Bruni no Brasil

Por Da Redação 22 dez 2008, 11h58

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou nesta segunda-feira ao Rio de Janeiro para uma série de atividades que visam reforçar a cooperação entre o Brasil e a União Européia (UE). Entre os compromissos, está o anúncio de acordos na área de defesa e a discussão sobre os termos de imigração, um dos assuntos mais delicados na relação bilateral.

Em sua última viagem oficial como líder da União Européia, Sarkozy encontrará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a assinatura do Plano de Ação da Parceria Estratégica – específico entre Brasil e França. O projeto prevê a construção de quatro submarinos convencionais do tipo Scorpenes e um movido a energia nuclear.

De acordo com representantes do governo francês, uma parte dos submarinos será construída no Brasil. Além disso, na terça-feira, deve ser anunciada a construção de 50 helicópteros com tecnologia francesa, para a utilização da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os dois países deverão ainda anunciar um acordo na área de educação, para troca de experiências em projetos de cursos profissionalizantes, além de parcerias em áreas como o desenvolvimento sustentável da Amazônia, energia nuclear, espacial e cooperação além da fronteira. Como parte dessa estratégia, os dois lados assinarão um acordo para lutar contra a exploração ilegal de ouro em zonas protegidas.

Polêmica – Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, assuntos considerados delicados devem ser tratados em conversas informais no âmbito da 2ª Cúpula União Européia-Brasil, nesta segunda-feira. Um deles diz respeito ao projeto conhecido como Imigração Seletiva, cuja idéia, liderada pela França e com aprovação da UE, oferece vantagens para imigrantes qualificados, com pelo menos três anos de nível superior. Ao mesmo tempo, impõe uma série de restrições aos que não cumprem determinados requisitos. A previsão é de que os termos entrem em vigor a partir de 2011.

Para o Itamaraty, o projeto “generaliza critérios seletivos e abre margem a controles que, na prática, podem se revelar arbitrários”. Ainda segundo a instituição, o tema não faz parte da pauta do encontro entre os dois presidentes, “mas poderá ser abordado”. Caso isso aconteça, o argumento brasileiro será no sentido de apontar os aspectos positivos da imigração. Outros temas com potencial de desacordo entre Brasil e União Européia dizem respeito às metas para redução de emissões de carbono e à liberalização do comércio.

Nesta segunda-feira, após concluir o encontro, Sarkozy e Lula lançarão o Ano da França no Brasil, que começará em 21 de abril de 2009. Para ele, foram aprovados cerca de 700 projetos nas áreas de artes, cooperação científica, tecnológica e acadêmica, economia e de promoção comercial.

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