A manhã desta quinta-feira, 26, foi marcada pela prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, considerado o contraventor mais procurado do Rio. Ele foi capturado em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, em uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), que contou com monitoramento por drones. No mesmo local, os agentes prenderam o policial militar Diego D’arribada Rebello de Lima, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão, que atuava como segurança do bicheiro.
Diego ingressou na corporação em 2019 e, de acordo com a Polícia Militar, não possui registros disciplinares em sua ficha até o momento. A corporação ainda não se manifestou oficialmente sobre o envolvimento do PM com o contraventor, que é apontado pela polícia como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado e integrante da cúpula do jogo do bicho, com controle de áreas na zona sul, Centro e zona norte da capital.
As investigações revelaram a estrutura criminosa que protegia Adilsinho. Esta foi a terceira tentativa de prisão do bicheiro, dificultada pela proteção, inclusive de policiais. Além da exploração do jogo ilegal e do contrabando de cigarros, a polícia já havia desarticulado três fábricas clandestinas ligadas a ele, onde mais de 20 paraguaios foram encontrados trabalhando em condições análogas à escravidão na Baixada Fluminense.
Contra Adilsinho pesavam pelo menos quatro mandados de prisão em aberto por crimes como chefiar a máfia dos cigarros e ser mandante de execuções de rivais na contravenção, incluindo homicídios de policiais.





