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Quatro protestos pitorescos no Congresso Nacional

De ratos liberados no plenário de CPI a fantasia de cachorro, as manifestações investem no quesito originalidade

– O cachorrão
Um homem vestido de dálmata (foto) ganhou a simpatia dos dezessete deputados de uma audiência pública na Câmara, na terça-feira 11: foi protestar contra o uso de cães em experimentos científicos, tema da reunião. Como a Anvisa (Vigilância Sanitária) não mandou representante ao evento, Fred Costa, do Patriotas, convidou o cachorrão a ocupar um lugar na mesa.

– Ratos da Petrobras
João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, estava prestes a depor na CPI da Petrobras, em 2015, quando um homem liberou ratos no plenário. Bem, a rigor, eram dois hamsters e três esquilos-da-mongólia, mas a ideia era que os roedores representassem a corrupção, da qual a ratazana gorda é um símbolo. Descobriu-se que o manifestante era servidor da Câmara. Acabou demitido.

– Bumbum-palanque
Ninguém que passou pelo Congresso em 11 de julho de 2013 deixou de ver a mulher de biquíni que tomava sol no gramado, com grandes reivindicações — “educação, segurança e saúde” —estampadas nos glúteos. Ela era a funkeira MC Bandida, que em 2018 se candidatou a deputada estadual no Distrito Federal prometendo próteses de bumbum no SUS. Não foi eleita.

– Surfe florestal
Em 2012, quando o Congresso Nacional discutia o novo Código Florestal, um protesto em Brasília reuniu ambientalistas que denunciavam os “retrocessos” do governo de Dilma Rousseff na área. Um manifestante deslizou sobre o espelho d’água do Congresso com uma prancha de surfe, na qual se lia “veta Dilma”. A presidente vetou só nove pontos da nova lei.

Publicado em VEJA de 19 de junho de 2019, edição nº 2639