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Prefeitura determina reforço da frota de ônibus na Zona Sul

Vans estão proibidas de circular pela região a partir desta segunda, marcada por protestos e longas filas dos usuários que dependiam do transporte

Depois de uma manhã de longas filas e transtorno aos usuários de vans na Zona Sul do Rio de Janeiro, a prefeitura determinou um aumento de 10% a 20% na frota de ônibus da região – onde o transporte alternativo está proibido de circular a partir desta segunda-feira. O reforço foi solicitado aos consórcios operadores do sistema já a partir das 17 horas, para evitar um novo caos na volta dos trabalhadores para casa.

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Segundo a Secretaria de Transportes, na terça-feira o incremento nas linhas deve ser de até 80%. “O objetivo é garantir o conforto da população”, afirma o titular da pasta, Carlos Roberto Osorio, que nega maiores problemas neste primeiro dia de restrições. “O trânsito fluiu bem. Foram registradas interferências no acesso da Barra da Tijuca à Zona Sul por conta de manifestações.”

Ainda de acordo com a prefeitura, o metrô deve continuar operando com capacidade máxima na linha 1 e nos ramais de superfície para suprir parte da demanda. Equipes da secretaria são responsáveis por fiscalizar o cumprimento das determinações e avaliar o atendimento à população.

Protestos – O primeiro diagnóstico para o usuário de transportes coletivos na Zona Sul da cidade é de que, pelo menos na fase de transição, o transporte alternativo fez falta: desde cedo, ônibus e metrô circularam lotados, com pontos e estações repletos. O trânsito ao longo da manhã e no início da tarde era lento em grande parte das vias principais, mas em razão principalmente de protestos de grupos de motoristas contrários à proibição de circulação 11 bairros.

O Sindicato dos Donos de Vans anunciou que pretende entrar na Justiça contra a decisão do prefeito. Para os proprietários de vans, Eduardo Paes privilegia as empresas de ônibus, que passam a ter exclusividade no transporte de passageiros em uma área onde as vans transportam, segundo o sindicato, cerca de 100 mil pessoas por dia.

Leia no blog de Reinaldo Azevedo:

“A medida foi tomada depois que uma turista foi estuprada no interior de uma van, e seu namorado, espancado. Como não existe controle sobre essa modalidade de transporte público, o jeito é ser radical: nada desses veículos na Zona Sul, onde circula, afinal, a maior parte dos turistas. O raciocínio, não fosse seu caráter obviamente discriminatório, faz sentido: com menos vans, menos riscos.”