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PMDB fica fora dos debates sobre os protestos no Rio

Presidentes de PT, PSB, PDT e PC do B – partidos que compõem a base do governador Sérgio Cabral – vão se reunir na cidade na sexta-feira para discutir os efeitos das manifestações de rua, sem representante peemedebista

Por Cecília Ritto 8 ago 2013, 12h32

Sacudidos pela onda de protestos que se espalhou pelas ruas do Brasil, presidentes de quatro partidos resolveram se reunir no Rio de Janeiro para debater, em conjunto, as razões das manifestações. Apesar de a cidade escolhida ter sido o Rio, onde um coro de jovens pede a saída do governador peemedebista Sérgio Cabral, o PMDB não estará na mesa da discussão. O evento é promovido pelas fundações do PT, PSB, PDT e PC do B – partidos que compõem a base do governador. Os quatro presidentes – Rui Falcão, Eduardo Campos, Carlos Lupi e Renato Rabelo – passarão a manhã de sexta-feira em um hotel da cidade para analisar também as consequências das manifestações e como as legendas podem se adequar às reivindicações.

A fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, partido predominante na política fluminense, participará como “apoiadora”. Ou seja, não haverá nenhum representante do partido no debate.

A discussão terá como foco as manifestações de junho, quando começou o movimento das ruas. Foi nesse mês que houve, no Rio, o protesto nas imediações da Assembleia Legislativa do Rio, o primeiro na cidade que terminou em confronto entre manifestantes e polícia, e o ato na Avenida Presidente Vargas, que levou 300.000 manifestantes ao Centro da cidade. Junho também foi quando começaram os protestos em São Paulo, liderando o movimento pela suspensão do aumento das tarifas de ônibus.

As manifestações do Rio de Janeiro não dão sinais de que estão perto do fim. Depois de conseguir a suspensão do aumento da tarifa de ônibus, o grupo dos protestos deu uma guinada nos gritos das ruas e passou a pedir, no mínimo uma vez por semana, a renúncia de Cabral. Os manifestantes acamparam na esquina do prédio onde mora o governador, fizeram protesto no bairro mais nobre da cidade, o Leblon, destruíram bancos, lojas e transformaram o Centro do Rio em uma praça de guerra.

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