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Perigo flutuante na Ponte Rio-Niterói

O gigantesco São Luiz, um cargueiro com 244 metros de extensão, chocou-se nas pistas no horário de pico

Por Sofia Cerqueira 18 nov 2022, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 11h16
  • Ao cair da noite de segunda-feira 14, a Baía de Guanabara, cartão-postal do Rio de Janeiro, foi palco de cena digna de um filme-catástrofe. Eram 18h18 quando a gigantesca estrutura do São Luiz, um cargueiro de 63 000 toneladas com 244 metros de extensão, chocou-se contra a Ponte Rio-Niterói, onde circulava um emaranhado de veículos típico do horário de pico. No instante da colisão, as pistas chegaram a chacoalhar. Foram os intensos ventos daquele fim de dia que empurraram a embarcação rumo às pilastras ali fincadas desde os anos 1970, fazendo soltar a corrente da deteriorada âncora. Mas o mau tempo não explica o acidente anunciado — produto de histórico descaso que, por sorte, não resultou em mortos ou feridos nem comprometeu a estrutura da icônica ponte, fechada por três horas. A batida do São Luiz trouxe à tona uma surreal sucessão de fatos. O navio estava abandonado por lá havia seis anos, ao lado de outras oitenta embarcações na mesma situação, um conjunto à deriva que torna aquelas águas um cemitério naval. No caso do cargueiro, que pertence à Navegação Mansur e se encontra em estágio de acelerada degradação, já pairavam alertas sobre o risco que representava, inclusive para a ponte. Em 2020, a Justiça autorizou a Companhia Docas a conduzi-lo a local seguro e, no ano seguinte, condenou os proprietários a pagar uma dívida de 7 milhões de reais. Em vão. Os donos dizem que o navio foi abandonado por locatários, em um jogo de empurra-empurra que envolve ainda a Marinha. Por ora, o São Luiz foi removido para o cais do porto, mas o perigo persiste em meio às velhas carcaças flutuantes.

    Publicado em VEJA de 23 de novembro de 2022, edição nº 2816

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