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Odebrecht relata repasse de R$ 10 mi ao PMDB selado no Jaburu

Como VEJA revelou, R$ 6 milhões irrigaram o caixa dois da campanha de Paulo Skaf ao governo de SP e R$ 4 milhões foram operacionalizados via Eliseu Padilha

Por Daniel Pereira, Felipe Frazão, Hugo Marques, Marcela Mattos, Renato Onofre, Robson Bonin, Rodrigo Rangel, Thiago Bronzatto Atualizado em 12 abr 2017, 22h05 - Publicado em 12 abr 2017, 20h43

Em depoimento à força-tarefa da Lava-Jato, Marcelo Odebrecht confirmou o repasse de 10 milhões de reais, na última campanha eleitoral, ao grupo político do então vice-presidente Michel Temer. A transação, conforme revelada por VEJA em agosto passado, foi selada num jantar no Palácio do Jaburu. Do total desembolsado, 6 milhões de reais irrigaram via caixa dois a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo e foram usados para pagar os serviços prestados pelo marqueteiro Duda Mendonça. Os quatro milhões restantes foram “operacionalizados via Eliseu Padilha”, atual chefe da Casa Civil. Segundo delatores da Odebrecht, Padilha recebeu 1 milhão de reais em seu escritório de advocacia, em Porto Alegre, e pediu que a quantia restante fosse entregue ao ex-deputado Eduardo Cunha e a José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer.

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