O ‘mercado de homicídios’ do Rio de Janeiro, segundo a PGR
Nova denúncia apresentada no caso Marielle afirma que cenário de mortes encomendadas foi 'oportunidade' para policiais
Na nova denúncia apresentada sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, contra três policiais civis suspeitos de atrapalharem as investigações, a PGR afirma que havia um “mercado de homicídios” no Rio de Janeiro, e que a “deliberada ineficiência” da Polícia Civil contribuía para esse cenário.
Essa “mercantilização de homicídios” ocorria, segundo a acusação, por meio da contratação de “grupos de pistoleiros, que matavam sob encomenda”. Policiais, então, exigiriam “vantagens indevidas” para não investigar esses crimes.
“Diante de um ‘mercado de homicídios’, a deliberada ineficiência da Divisão de Homicídios foi precificada pela associação, que assegurava impunidade tanto aos mandantes quanto aos executores materiais de crimes contra a vida”, afirma a peça, apresentada ao STF.
Os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages e o policial civil Marco Antonio de Barros Pinto foram acusados de associação criminosa e obstrução de justiça na investigação da execução de vereadora.
Para o vice-procurador-geral a República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, os agentes viram nesse “mercado de homicídios” uma “oportunidade de criação de um negócio paralelo, que tinha por objeto a obstrução sistemática das investigações dos homicídios praticados por facções”.





