O balanço das ações da PM durante o carnaval do Rio
Mais de 450 criminosos foram detidos pela polícia no dias de folia
Um balanço da atuação da Polícia Militar na capital fluminense durante o carnaval mostrou que, enquanto foliões curtiam os famosos blocos de rua, algumas pessoas se aproveitavam da lotação da cidade para fazer a roda do crime girar. Segundo um levantamento da corporação, entre sexta-feira e terça, 17, mais de 450 criminosos foram presos e 74 menores infratores, apreendidos.
Os números representam um aumento da ação policial no período, se comparado a 2025. A quantidade de celulares recuperados cresceu 169% neste carnaval, enquanto o número de prisões decretadas aumentou em 15%. Desta vez, o acesso para grandes blocos contou com revista. De acordo com a PM, o objetivo era tirar de circulação objetos utilizados para furtos rápidos. O planejamento operacional para o período também focou no reforço do policiamento na Cinelândia e no entorno do Sambódromo, regiões que estavam “abandonadas” até pouco tempo, conforme relatos de comerciantes da região.
“Ampliamos a presença ostensiva, empregamos tecnologia e adotamos patrulhamento dinâmico para reduzir oportunidades ao crime em ambientes de grande circulação de pessoas. Os resultados demonstram efetividade da estratégia: recuperamos bens, realizamos prisões e evitamos ocorrências mais graves”, diz o Secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes.
Mais de 12.500 policiais militares foram convocados para compor o esquema de segurança durante o carnaval, com reforço em áreas de alto fluxo de público. No entanto, a grandiosidade da festa nas ruas tem colocado em debate nas redes se o Rio de Janeiro tem condições, especialmente no quesito segurança, de suportar tamanha concentração de foliões.





