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Maia defende voto em lista pré-ordenada e financiamento público

Presidente da Câmara disse nesta segunda em São Paulo que o 'Brasil não pode entrar na próxima eleição com esse sistema que está'

Por Da redação - Atualizado em 20 mar 2017, 18h10 - Publicado em 20 mar 2017, 17h35

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu em coletiva de imprensa nesta segunda-feira a adoção de um sistema eleitoral com voto em lista pré-ordenada e financiamento público. Na entrevista, após uma palestra em São Paulo, Maia disse que o Brasil precisa ter um novo sistema eleitoral nas próximas eleições presidenciais, em 2018.

“Eu espero que a gente possa ter um novo sistema eleitoral para o Brasil em 2018. Pode ser o voto em lista pré-ordenada, pode ser o sistema misto, o modelo Alemão, que tem metade de lista mista e voto distrital. Pode ser o distrital”, afirmou. “Eu defendo e tenho defendido o da lista pré-ordenada pelo financiamento público”, destacou.

Pelo sistema defendido por Maia, o eleitor vota no partido, cuja cúpula definirá uma lista ordenada dos candidatos que serão eleitos. A sigla que tiver mais votos conseguirá o maior número de cadeiras, que serão ocupadas pelos primeiros da lista. Hoje, o eleitor vota diretamente no candidato. Para valer nas eleições de 2018, novas regras teriam de ser aprovadas no Congresso até outubro deste ano, pelo princípio da anualidade.

Maia afirmou ainda que qualquer modelo usado em outros países pode ser testado no Brasil. “Acho que qualquer modelo existente no mundo, não uma nova invenção brasileira, qualquer desses modelos que têm dado certo tanto nos Estados Unidos quanto na Europa precisam ser testados no Brasil”, afirmou. Para o presidente da Casa, “o Brasil não pode entrar na próxima eleição com esse sistema que está”.

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(com Estadão Conteúdo)

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