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Lula reage a fala de Duque: ‘Desesperada gincana’

Ex-diretor de Serviços da Petrobras disse ao juiz Sergio Moro que Lula lhe deu ordens para fechar contas no exterior e que "detinha o comando"

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 5 Maio 2017, 19h40 - Publicado em 5 Maio 2017, 19h11

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta sexta-feira as declarações do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque como uma “tentativa de fabricar acusações mentirosas” contra ele. Segundo nota publicada em sua página na internet, trata-se de “mais uma etapa dessa desesperada gincana, nos tribunais e na mídia, em busca de uma prova contra Lula, que não existe na realidade e muito menos nos autos”.

Em audiência nesta sexta-feira ao juiz Sergio Moro, Renato Duque relatou que, quando a Operação Lava Jato já estava em curso, encontrou-se secretamente com Lula, num hangar do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no qual recebeu ordens para fechar as contas que mantinha no exterior e eram abastecidas com propina de contratos da estatal. “Ficou claro, muito claro para mim que ele tinha pleno conhecimento de tudo e detinha o comando”, disse ele.

Principal operador do PT na estatal, Duque afirmou que Lula e o ex-ministro José Dirceu exigiram propinas de mais de 133 milhões de dólares dos cinco estaleiros que aceitaram repassar dinheiro sujo em troca de contratos na Sete Brasil, empresa criada em 2010 para gerir ativos do pré-sal. No primeiro depoimento, Duque permaneceu em silêncio. Depois, pediu para ser reinterrogado num momento em que tenta fechar acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato — a eventual colaboração pode atenuar a pena de 57 anos de prisão a que foi condenado.

“Como não conseguiram produzir nenhuma prova das denúncias levianas contra o ex-presidente, depois de dois anos de investigações, quebra de sigilos e violação de telefonemas, restou aos acusadores de Lula apelar para a fabricação de depoimentos mentirosos”, acrescenta a nota.

O texto ainda afirma que o juiz Sergio Moro adiou o depoimento do petista do dia 3 para 10 de maio para “encaixar” nos autos os depoimentos dos ex-dirigentes da OAS Léo Pinheiro e Agenor Medeiros e agora o de Renato Duque.

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