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Líderes de massacre em Manaus vão para presídios federais

Governo federal promete investir nos presídios do Estado, mas a Força Nacional de Segurança não será acionada

Por Da Redação - Atualizado em 3 Jan 2017, 14h13 - Publicado em 3 Jan 2017, 07h33

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira que os líderes do massacre que deixou pelo menos 56 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, serão transferidos para presídios federais. Moraes está na capital do Amazonas para conversar com o governador do Estado, José Melo de Oliveira (Pros), sobre a matança que já é a segunda maior em presídios do país, desde o massacre do Carandiru, em 1992.

“O governo do Amazonas pediu a transferência. Vamos identificar as lideranças e atender o mais rápido possível”, disse ele. A presença da Força Nacional de Segurança no Amazonas foi descartada, em um primeiro momento.

“Não há necessidade da Força Nacional. Não há uma situação de insegurança pública. Houve uma situação dura, muitas mortes dentro do presídio, mas não extrapolou para fora, então não houve essa necessidade”, disse o ministro.

O ministro disse que os investimentos no sistema prisional estão entre as prioridades para o Amazonas. “Penitenciária é prioridade. Aqui no Amazonas será possível o aumento de 1.200 vagas em penitenciárias, somadas as 3.600 vagas que vão ser disponíveis com uma Colônia Penal Agrícola e dois CDPs que devem ficar prontos neste ano e solucionar a superlotação”.

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Diversas rebeliões têm sido registradas em cadeias do país nos últimos anos, em meio a denúncias de entidades de direitos humanos sobre a superlotação e falta de funcionários suficientes nos presídios.

A ONG de direitos humanos Human Rights Watch pediu que autoridades brasileiras conduzam uma reforma no sistema prisional, considerado pela entidade como “um desastre de direitos humanos”.

Na semana passada, o governo federal anunciou o repasse aos Estados de 1,2 bilhão de reais, a maior parte destinada à construção de penitenciárias e melhoria da infraestrutura e serviços do sistema.

(Com Agências)

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