Leia a íntegra do relatório final da CPMI do INSS
Documento indicia mais de 200 investigados, incluindo o filho do presidente Lula
Depois do revés sofrido no Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a liminar do ministro André Mendonça que prorrogava os trabalhos do colegiado por mais 120 dias, a CPMI do INSS divulgou nesta sexta-feira, 27, o relatório final das suas atividades. O documento, que tem mais de 4 mil páginas, indicia Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e mais de duzentos outros alvos, incluindo senadores e deputados.
O documento tem uma tabela ao final com a lista completa dos indiciados e os crimes associados a eles: advocacia administrativa, desobediência, prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto mediante fraude, furto eletrônico, violação de sigilo funcional, uso de documento falso, evasão de divisas, falso testemunho, tráfico de influência, condescendência criminosa, peculato, coação no curso do processo, crime de responsabilidade, gestão fraudulenta e temerária e crime contra a economia popular.
Apesar da lista extensa, nem todos os indiciados estão ligados a todos esses crimes. O relatório, inclusive, não significa uma acusação formal — ele pode servir de base para as investigações que já estão em andamento na Polícia Federal. Os 216 indiciados só se tornam réus pelos crimes listados pela CPMI se houver denúncia pelo Ministério Público e ela for aceita pela instância judicial competente.
No caso de Lulinha, a comissão diz que “Fábio Luís Lula da Silva integrou a organização criminosa investigada e foi beneficiário de vantagens indevidas, entre as quais viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes, Careca do INSS, líder da organização, além de indícios de recebimento de valores pecuniários identificados pela própria autoridade policial”, afirma a comissão em trecho do documento em que defende a prisão preventiva do empresário.





